Esse texto pode conter spoilers acidentais.
| Primeiro volume |
Ficha técnica
Nome: Jogos Vorazes (The
Hunger Games)
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco, jovens
leitores
Páginas: 397
Narração: Primeira pessoa
(presente)
Sinopse:
Era uma vez um país chamado Panem, localizado no
território antes conhecido pelo nome de América do Norte, ou o que sobrou dela
após a invasão da água sobre os continentes e outras inúmeras catástrofes
naturais, como terremotos, vulcões e outras inconveniências provocadas pela
ação do homem no Planeta Terra.
Panem é formado por 13 distritos mais a Capital, o
centro do governo. Cada distrito é especializado em uma atividade de sub-existência,
mas todo lucro e regalias fica restrito para a população da Capital, deixando o
resto do país em miséria.
Após um levante rebelde iniciar no Distrito 13 (durante os Dias Escuros),
a Capital exterminou aquela região e todos que viviam ali. Para lembrar a todos
o seu poder de destruição e o destino certo àqueles que se oporem ao governo da
Capital, é criado o Tratado da Traição, que institui, entre outras coisas, os
Jogos Vorazes...
"O Tratado de Traição nos deu
novas leis para garantir a paz e como uma lembrança anual de que os Dias Escuros jamais deveriam se repetir,
também nos deu os Jogos Vorazes (...). Como punição pelo levante, cada um dos
doze distritos deve fornecer uma garota e um garoto - chamados tributos
para participarem. (...). Por várias semanas os competidores deverão
lutar até a morte." - Pág. 24-25, Jogos Vorazes.
O vencedor dessa
competição mortal pode voltar para casa, conquistando uma vida tranquila para
ele e sua família. E, por um ano, o Distrito do tributo vencedor, terá cotas
extras de comida.
*****
Fiquei sabendo desse livro
quando sua adaptação para os cinemas começou a ser anunciada como a sucessora
dos sucessos inquestionáveis Harry Potter e Crepúsculo. De
fato, não pretendo questionar que Crepúsculo seja um sucesso,
embora tenha uma ou duas coisas a questionar sobre os motivos que o fizeram
sê-lo. Porém, longe de querer levantar uma polêmica entre os fãs dessas
três franquias, comparando-as e sendo injusta com as três, pretendo deixar
claro que essa afirmação não poderia estar mais errada.
Harry Potter fala sobre amizade, destino e esperança. Sobre a
eterna luta do bem contra o mal e que somos aquilo que nos permitimos ser, não
aquilo que esperam que sejamos, aquilo que nos obrigam, aquilo que nos limitam
a ser.
Crepúsculo fala de amor e, na melhor das hipóteses, sobre as
transformações e exageros da adolescência.
E Jogos Vorazes fala
sobre a autoconfiança, a lealdade, a necessidade de questionar e pensar por si
só. Fala sobre totalitarismos, aparências e futilidades, desigualdades,
guerras, e o poder centralizador e manipulador da mídia.
Tendo colocado as
diferenças básicas entre essas três obras, espero poder, a partir de agora,
nunca mais ler uma besteira qualquer comparando-as e colocando-as sob os mesmos
holofotes. E isso está além das minhas preferências. Comparações são ridículas
e dispensáveis, portanto, façam-me o favor e mudem o discurso.
Eu li a trilogia de Jogos
Vorazes em exatos 11 dias. Claro que o fato dos três livros juntos não
darem um livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, provavelmente me
ajudou nessa leitura em tempo recorde. Quando terminei o primeiro livro,
assisti o filme, curiosa, e acabei saindo meio decepcionada, meio feliz. O que
importava estava lá. O que não importava... eram as partes que eu mais gostava do
livro. Mas tudo bem, isso não chega a estragar a história.
Em seguida, devorei os
outros dois livros, e chorei feito uma adolescente em crise no terceiro.
Não que Suzanne tenha dado
uma de JK Rowling e matado metade dos personagens que levamos 11 anos amando e
idolatrando. Sim, Suzanne mata alguns, mas ninguém que, em 11 dias, tenha
ganhado meu coração para sempre.
Mas o que me matou nesse
livro foi o modo como ela me fez ficar completamente desesperada para socorrer,
abraçar e dizer "está tudo bem" para o meu personagem
preferido: Peeta Mellark. Como esse garoto ganhou meu coração tão rápido, logo
em sua primeira aparição é algo que vou explicar mais tarde nesse post. Antes,
vou seguir a ordem natural das coisas e começar pela protagonista: Katniss
Everdeen.
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| Segundo volume |
Katniss ficou órfão de pai
aos 11 anos, quando ele e mais alguns mineiros sofreram um acidente nas minas
do Distrito 12, onde moram. Sua mãe entrou em depressão, tão profunda, que era
como se Katniss e sua irmã Primrose, estivessem sozinhas nesse mundo cruel,
pobre e irracional. Desde então, Katniss tem se dedicado a alimentar a mãe e a
irmã, e o velho, feio, rabugento e meio acabado gato Buttercup.
Portanto, Katniss é uma jovem de 16
anos que foi forçada a crescer antes do tempo, assumir responsabilidades e
aprender a se virar para conseguir colocar comida na mesa. Seu pai fazia arcos
e flechas, e a ensinava a caçar (embora a caça seja proibida, mas convenientemente
ignorada pelos Pacificadores – a polícia de Panem). Com esses conhecimentos, Katniss
leva para casa parte da caça que consegue com seu amigo Gale na floresta, e o
restante troca no mercado negro do Distrito 12, conhecido como Prego.
Os distritos são responsáveis cada um
por uma atividade de subexistência, sustentando os exageros e extravagâncias dos
habitantes da Capital, enquanto são abandonados à própria sorte, morrendo de
fome e sem acesso a hospitais. Katniss questiona essa realidade, mas prefere
guardar suas preocupações e opiniões para si, aprendendo a mascarar seus
sentimentos e expressões.
O Festival da Colheita sorteia dois
nomes de crianças de 12 a 18 anos, um menino e uma menina, para serem tributos
nos Jogos Vorazes. Obviamente, Katniss não tem planos de ser sorteada, pois tem
uma família para sustentar. Mas quando, desafiando as possibilidades, sua irmã
Prim é sorteada, Katniss sente que é sua obrigação tomar seu lugar.
Ao
se oferecer para tomar o lugar da irmã, Katniss começa a chamar a atenção da
população de Panem, para sua personalidade forte e determinada, deixando claro
que não estará nos Jogos para se transformar em um alvo facil. Katniss, em alguns momentos, chega a ser arrogante
e precipitada, julgando atitudes sem ponderar todas as consequências... Peeta
que o diga. Durante mais da metade do livro, Katniss o julga, o condena, e não
para para ouvir o que o gentil e determinado garoto tem a dizer.
Peeta
Mellark é o outro tributo sorteado durante o Festival da Colheita, para ser
mandado aos Jogos Vorazes. E Katniss não fica nada feliz com isso. Não que os
dois sejam amigos, mas há uma história significativa entre eles, a qual não
facilitaria em nada o momento em que, na arena dos Jogos, Katniss tivesse que matá-lo.
Katniss
é uma ótima personagem feminina, é forte, independente, inteligente e cheia de
valores, embora seja capaz de deixar alguns deles de lado para poder voltar
para casa e cuidar da irmã. Porém, ela é chata. Algumas vezes a narração dela em
primeira pessoa é difícil de engolir, porque Katniss reclama, julga, reafirma
seus conceitos precipitados e chega uma hora que você percebe que seria muito,
muito difícil conviver com ela. Não que ela tenha tido uma vida fácil, mas… é
isso, ela é chata. Mas até que isso é uma boa coisa. Afinal, personagens Mary Sue, cheias de valores
inquestionáveis e motivações forçadamente nobres, temos aos montes na
literatura mundial.
Não acho que a narração em
primeira pessoa a favoreça, às vezes é meio cansativo ficar dependente das
opiniões e "achismos" da personagem, para entender o que está
acontecendo na história. Além disso, principalmente no terceiro livro, você
fica cada vez mais interessado em saber o que (e o porquê) está acontecendo ao
redor da Katniss, mas não pode. É impossível, por exemplo, não sentir agonia
imaginando a atual situação de Peeta, e não conseguir chegar até ele, enquanto é
forçada a ler e reler os dramas e frescuras angústias de Katniss.
Ao chegar no terceiro
livro, você até entende que os questionamentos e decisões da personagem são
ainda mais importantes para que ela assuma seu papel na trama. Mas, para mim, a
narração em primeira pessoa, desde o primeiro livro, não é a ideal para narrar
o mundo em que a história de Suzanne Collins está inserida. Fica muito limitado
à visão de Katniss, mesmo que ela possa reunir os principais personagens dentro
dela: habitante de um dos distritos, participante dos Jogos Vorazes, vencedora
dos Jogos, rebelde, pária…
Eu pelo menos, senti
falta, no terceiro livro, de realmente ler o que o personagem Finnick tinha a
dizer sobre o Presidente Snow. Observe como essa passagem é apresentada.
Katniss e Finnick, ambos campeões de edições diferentes dos Jogos Vorazes, são
chamados pelos rebeldes para falar à população de Panem sobre os jogos e sobre
o Presidente Snow. Como Katniss foi a mais nova campeã, ela não tem muito a
dizer a respeito disso, mas Finnick é mais experiente e passou por coisas
significativas, relacionadas ao presidente. E, quando você fica interessado em
saber quem é o comandante dessa nação, o que ele fez para chegar a esse cargo e
porque diabos a boca dele fede a sangue, tudo o que você recebe é um ou dois
parágrafos, narrados por Katniss, resumindo miseravelmente a história que
Finnick conta.
Foi nesse momento que a
narração em primeira pessoa realmente me irritou. Mas, antes, já vinha me
incomodando. Principalmente por causa do final do segundo livro.
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| Terceiro volume |
Peeta Mellark é o tipo de
personagem que, ou você vai amar no primeiro instante em que ele aparecer, ou
vai odiar. O problema desse personagem é que ele surge como um contra ponto da
protagonista. Ela é autossuficiente, sabe utilizar arco e flecha, sabe
sobreviver na selva e sabe nadar (em Panem, só habitantes do Distrito 4, como
Finnick, tem necessidade de aprender a nadar, pois vivem no litoral. Os
habitantes dos outros distritos, só precisam aprender aquilo que os ajudará a
exercer a função que a Capital determinou para cada um deles).
Peeta sabe fazer pão,
enfeitar bolos, desenhar, pintar e fazer camuflagem. É forte o bastante para
carregar pesados sacos de farinha, mas nunca aprendeu a caçar ou nadar, e nunca
foi tão questionador quanto Katniss. Por isso, algumas pessoas estranham Peeta.
Isso porque estamos todos (sim, todos) acostumados a ver o homem proteger a
mulher, ser mais forte, mais determinado, mais contestador, mais confiante.
Em Jogos Vorazes, você
precisa abandonar isso. Katniss é quem precisa ajuda-lo na maior parte do tempo,
mantê-lo vivo, alimentá-lo… só lendo o livro para saber porque ela faz isso ao
invés de mata-lo, já que o propósito dos Jogos é que somente um sobreviva.
Mas, antes que, lendo essa
resenha você decida não gostar de Peeta, deixe-me advogar em defesa dele. Ele é
inteligente, altruísta, corajoso e companheiro. Não tem tempo ruim para ele.
Sem Peeta, Katniss enlouquece. Se antes, no Distrito 12 eles mal se falavam,
quando enfrentam juntos os Jogos Vorazes, eles passam a ter uma ligação muito
mais forte. E é isso o que transforma a trilogia no que ela é, pois, sem Peeta,
sem o falso romance que eles desenvolvem na Arena, sem a cena que encerra a Vigésima
Quarta Edição dos Jogos Vorazes, da qual eles participam, Panem teria
continuado a ser o que era: um lugar de desigualdades, fome, autoritarismo, e “pão
e vinho”.
Sim, eu gosto mais do
Peeta que do Gale, melhor amigo de Katniss. Eu acho a existência de Gale
insossa, desnecessária, tediante e cheia de mimimi.
Outras pessoas pensam o mesmo em relação ao Peeta. Mas, como eu expliquei no
parágrafo anterior, sem Peeta, toda a trilogia seria muito diferente, o que
seria uma pena. Sem Gale, a única coisa da qual seríamos poupados, seria de um
triângulo amoroso sem sal. É como o próprio Gale diz a Katniss no segundo
livro: “Seria melhor se ele fosse fácil de odiar”.
No primeiro livro, Peeta
me encantou como o garoto apaixonado, o garoto que sabia que não tinha chances
de vencer os Jogos Vorazes, mas que até o último segundo, apenas desejou não
virar "mais uma peça nos jogos deles". Ele queria morrer como ele
mesmo, sem perder sua honra, sem esquecer quem ele realmente era. E protegendo
Katniss da maneira que podia, até onde pudesse. Esse cuidado é mais no âmbito
emocional do que físico, afinal, Katniss não é do tipo que precisa ser
protegida.
É por isso que eu fiquei
tão sensível quando li o que acontece com ele mais para frente na
história. Chorei pela primeira vez em muito tempo por causa
de um livro, desde que Dumbledore… Enfim. Foi tão injusto o que aconteceu com
ele. Em alguns momentos, cheguei a pensar que a Katniss não o merece… daí, me
forcei a lembrar de tudo o que ela tentou fazer por ele no segundo livro, e dou
um desconto a ela.
Vi em algumas resenhas,
pessoas falando que o terceiro livro é o melhor, que fecha a obra com
maestria... mas confesso que em partes eu discordo. Para o personagem Peeta, é
o melhor livro. Para a personagem Katniss... ela já teve momentos melhores.
Ela às vezes soa
arrogante, às vezes ingênua, é usada e, pior, permite-se ser usada, fica
de mimimi quando o Peeta mais precisa dela, e ainda precisa de
uma chamada de Haymitch (um dos antigos vitoriosos do Distrito 12, mentor de
Katniss e Peeta nos Jogos deles), para perceber que está sendo uma idiota
completa.
É frustrante ver como uma
personagem que se apresentou forte, autossuficiente, e tem uma importância
tremenda para o rumo das coisas em Panem, simplesmente se torna uma fantoche. E
é estranho que alguém que tenha se encantado e emocionado com uma menina de 12
anos que mal conhecia (Rue, companheira de Jogos, do Distrito 11), tenha agido
de forma tão arrogante com alguém que cuidou dela e espantou seus pesadelos
durante tantas noites…
Se eu for falar mais, vou
acabar dando spoiler sobre o terceiro livro, e estou lutando
com afinco para evitar que isso aconteça.
Basicamente, os
sentimentos mais fortes que o terceiro livro despertou em mim foram: Tédio
quando Gale aparecia, raiva quando Katniss ficava de mimimi na
segunda parte, e angústia pelo Peeta durante TODO o livro!
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| Trilogia Jogos Vorazes |
A
história se passa em um futuro distópico, ou seja, um futuro muito, muito
distante, que está longe de ser aquela maravilha com a qual sonhamos. Nesse
mundo, há desigualdade, manipulação, exploração, injustiça, e uma futilidade
sem limites. A Capital representa o estado totalitário, opressor, que utiliza a
miséria dos Distritos e os Jogos Vorazes, para manter a população sob rédeas
curtas.
Os
habitantes da Capital são como uma grande massa de fãs da Lady Gaga (sério,
quando vi o filme, foi a primeira coisa que pensei). Vestem-se de maneira
estranha, exagerada, extravagante, cabelos bizarros, tatuagens, piercings, modificação
do corpo, plásticas... acho que já deu pra entender. Todos esses comportamentos
elevados ao nível de obsessão e tratados com naturalidade tal que chega a
assustar.
Os
habitantes dos Distritos são o oposto, privados de comida, hospitais, e
qualquer tipo de extravagância.
Porém,
é errado pensar que apenas os povos nos Distritos são controlados. Na Capital,
os habitantes são como as pessoas que assistem Big Brother na
Globo por três meses, sem perder nenhum detalhe. São como as pessoas que
assistem Jornal Nacional e acreditam que lá está toda a
verdade que se pode encontrar no mundo. A Capital é aquilo no que a população
mundial já se tornou: fútil, inútil, vazia, controlada...
Panem
rege os Distritos e A Capital de maneiras diferentes, mas nenhum dos dois com
liberdade suficiente. Para um, há o medo, a repressão, a assustadora
perspectiva de que seus filhos (de 12 a 18 anos) podem ser arrancados da
proteção de suas casas, e jogados em uma arena, para matarem outros filhos, de
outros pais igualmente desesperados, sem que eles possam fazer nada.
Do
outro lado, há a eterna distração, o entretenimento sem limites, sem
escrúpulos. Ao passo que os Jogos Vorazes são um pesadelo para quem vive nos
Distritos, para as pessoas da Capital é o que as mantém ligadas à TV,
assimilando o que os governantes de Panem querem, tornando-se, também, apenas
fantoches, alegres e inocentes.
Panem
et circenses. Pão e
circo. Dê comida e diversão ao seu povo e o terá sempre sob seu controle. Nunca
dê comida demais, pois um animal alimentado quer sempre mais. E dê cada vez
mais diversão, de preferência sem conteúdo. E ele se contentará sem precisar
pensar.
Apesar de gostar da ideia geral desse
mundo distópico criado por Suzanne Collins, e tendo lido 1984 (que é
arrebatador), não posso deixar de sentir que falta algo. Mais repressão, mais
dificuldade para confiar nas pessoas, para dizer o que pensa... Nos distritos,
as pessoas podiam casar, ter filhos e algumas vezes até cometer crimes como
caçar, sem repreensão, pois aqueles que aplicam as leis fazem vistas grossas.
Não permanece assim durante os três livros, claro, mas funcionou assim por
tempo suficiente para que Katniss e Gale se tornassem especialistas.
Quando se compara isso com 1984, a
dificuldade do personagem para conseguir escrever, a história do país sendo
constantemente modificada para melhor comodidade, as frágeis relações
familiares, com filhos entregando pais para o governo, com amantes cada vez
mais raros, com falsos aliados prontos para uma armadilha... dá para perceber
que falta alguma coisa.
Apenas espero que, ao ler Jogos Vorazes,
ao invés de se concentrar no triângulo amoroso que se desenrola lentamente, o
jovem (público alvo, afinal), possa criar interesse em ler “1984” de George
Orwell, ou “Admirável mundo novo” de Adouls Huxley. Ou Battle Royale, história
com a qual Jogos Vorazes é constantemente comparada.
Mas
funciona. Quem disse que tem uma regra? E, se houvesse, seria considerado um
defeito da obra, apenas seguindo padrões estabelecidos.
O
ritmo é empolgante, impossível parar antes de estar muito cansado ou, no meu
caso, com a vista cansada. Você quer ler mais, quer conhecer Katniss, Peeta,
Haymitch, Prim, Finnick e Johanna (ambos do segundo livro) e nunca parar! Como
eu disse antes, li os três livros em 11 dias. E, em seguida, reli.



