Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Resenhas - Outros formatos

Olá você!

Nesse post eu pretendo colocar os links para as resenhas que escrevi sobre outras obras da cultura pop, que não os livros. A intenção é que haja mais resenhas de quadrinhos, filmes e séries aqui no blog, mas enquanto não consigo um número suficiente para fazer um sub menu apenas para eles, vou deixar eles relacionados nesse post, okay?



| Quadrinhos |


1. | Naruto | Masashi Kishimoto |
2. | Graphic MSP | Turma da Mônica | Lações e Lições | Vitor Caffagi e Lu Caffagi |

| Filmes |


1. | Animais fantásticos e onde habitam | David Yates |
2. | Animais fantásticos: os crimes de Grindelwald | David Yates | Em breve
3. | It, a Coisa: Capítulo 1 | Andy Muschietti |
4. | Mulher-maravilha | Patty Jenkins | 

| Séries |


1. | Amor e casamento (K-drama)
2. | Between
3. | Titans - Temporada 1: parte 1 | DC Universe | 
4. | Titans - Temporada 1: parte 2 | DC Universe |

+

Eu volto em breve com mais atualizações nesse post!!

LEIA MAIS

sábado, 16 de setembro de 2017

It, A coisa - Parte 1 - Andy Muschietti

No último dia 7 de setembro, estreou o filme It, A Coisa - parte 1 segunda adaptação da obra de mesmo nome de Stephen King e primeira adaptação para o cinema (It, uma obra prima do medo foi uma minissérie em dois capítulos para a televisão).

Havia muita expectativa em torno desse filme, tanto pela comparação entre as duas versões de Pennywise, o palhaço dançarino, feitas pelo veterano Tim Curry (1990) e pelo "novato" Bill Skarsgard (2017); quanto por ser a segunda adaptação de uma obra de King em 2017... a primeira - A Torre Negra - não foi bem recebida por público e crítica.

It, a Coisa e seu Pennywise não são ícones do terror por acaso. Porém, para qualquer um que já tenha lido o livro ou assistido a essa nova adaptação, fica claro que classificar It como um filme de terror, é um erro de conceito. Mais do que um filme para assustar, It é um filme que pretende contar uma história de aventura, com muito humor e delicadeza e, sim, muita tensão quando necessário. Em outras palavras, sempre foi uma história muito mais sobre a força, inteligência e inocência das crianças do que sobre um monstro assombrando uma cidade.

Dito isso, o filme é fiel ao material original, mas tem sua própria identidade, mudando apenas o que é preciso, como o medo do personagem Richie Tozier, que no livro era lobisomen, e no filme passa a ser a figura do palhaço, em si.


Outra mudança relevante é a mudança do ano em que se passa a história. No livro, vemos o verão de 1958. No filme, estamos no verão de 1989. A mudança serve como uma forma de referenciar os filmes da década de 80 e se aproximar de outras obras que marcam presença na Cultura Pop, como Stranger Things, que referenciou It e depois foi referenciado de volta.

Além da habilidade com que o diretor mescla situações tensas com as brincadeiras típicas da adolescência, outra parte positiva do filme está no elenco. Bill Skarsgard está maravilhoso no papel de Pennywise, sem dever nada a Tim Curry e sem ofuscá-lo tampouco. O jeito como os olhos dele, logo na primeira vez que ele aparece, estão um em Georgie e outro no espectador é bizarro. Sem falar no sorriso...


No entanto, o destaque vai para as crianças. Todas muito boas e duas delas demonstraram ter um ótimo tempo cômico, são elas Finn Wolfhard (que fez o Mike em Stranger Things e aqui vive Richie Tozier) e Jack Dylan Grazer (Eddie Karspak). Mas minha preferida nesse novo elenco foi Sophia Lillis (Beverly Marsh), que conseguiu dar todas as camadas que a personagem precisava: é gentil ou durona quando precisa perto dos meninos e frágil diante do pai - o que, aliás, é o que mais me dá medo no filme. Não o monstro à espreita, mas os adultos que atacam ou os que fecham os olhos.

O filme foi dividido em duas partes, a primeira com os personagens centrais ainda crianças, conhecendo e lutando contra a Coisa pela primeira vez, e o segundo com os personagens já adultos, e focará mais na verdadeira natureza da Coisa e sua influência na cidade de Derry. A segunda parte será lançada em setembro de 2019.

Mas, se não quiser esperar até lá, Stephen King já deu a dica...


"Não quer esperar pela Parte 2 de It, o filme? Você sempre pode ler It, o livro. Apenas dizendo."

Leia a resenha do livro nesse link.
LEIA MAIS

sábado, 1 de julho de 2017

Mulher-Maravilha - Patty Jenkins

Finalmente um filme sobre uma heroína! Depois de anos vendo as mais variadas versões de Batman, Superman - e Homem-aranha, pela Marvel - chegou a vez da Mulher-Maravilha. Ela faz parte da Trindade de heróis da DC Comics, os três heróis mais poderosos e influentes do universo criado pela editora.

A heroína até teve sua série de TV e sua importância nos desenhos animados - longas e seriados. Mas em um mundo dominado pela Cultura Pop, por dezenas de filmes de super heróis lançados anualmente, já estava ficando feio ignorar essa personagem tão importante para a história dos quadrinhos...

Não que a gente não tivesse a Viúva Negra nos filmes da Marvel, mas convenhamos, temos 2 Os vingadores, 2 Capitão América, 1 Hulk, 2 Thor (+1 por sair) e 3 Homem de Ferro... e nenhum filme da Viúva Negra... ou do Gavião Arqueiro...

Ah, Soraya, mas Marvel e DC são editoras diferentes e...

Concordo, mas estou falando de forma generalizada de propósito. Na própria DC Comics, como comentei em cima, tivemos várias versões dos outros dois membros da Trindade, e só agora, no meio de 2017, é que finalmente conseguimos um filme para a Mulher-Maravilha. Nem estou falando por vieses feministas, nem nada... apenas estou dizendo que já não era sem tempo. Além disso, não vamos esquecer que ela foi a única coisa da qual ninguém pode reclamar em Batman vs Superman: a origem da justiça. E olha que sou do time que gostou do filme, apesar dos pesares.

*

Diana (Gal Gadot) é uma princesa amazona, que passou a sua vida inteira em Themyscira (ou Ilha Paraíso), uma ilha que permanece escondida do mundo dos humanos por milênios. Sem contato com homens e com as coisas que estão acontecendo no mundo deles, Diana é uma guerreira poderosa, porém inocente. Até que seu mundo de repente colide com o de Steve Trevor e seu destino começa a se mostrar para ela.

Steve Trevor é um espião do exército americano, que cai na ilha de Themyscira durante sua fuga do exército alemão - sempre eles. Ele é salvo por Diana e mais tarde, interrogado com ajuda do laço da verdade. Ele relata que o mundo está enfrentando uma guerra de proporções mundiais (mais tarde conhecida como Primeira Guerra Mundial) e que ele possui informações que podem colocar um fim ao conflito.

Hipólita, mãe de Diana e líder das amazonas, acredita que essa é a guerra pela qual estavam esperando, desde que Ares - o deus da guerra - desapareceu há milênios. No entanto, após tantos anos vivendo em paz e desejando proteger sua única filha do destino que a aguarda, Hipólita não quer tomar parte nos assuntos dos humanos. Algo de que Diana discorda, tendo passado a vida inteira se preparando para essa ocasião.

Diana, então, vai contra as ordens de sua mãe e decide partir com Steve para a Inglaterra, com o propósito de encontrar e enfrentar Ares.

Assim que chega em uma Inglaterra cinza e tomada pela guerra, Diana tem seu primeiro choque de realidade. Ao longo do filme, não faltam momentos em que Diana se depara com situações que a deixam ao mesmo tempo confusa e revoltada.

*

O que é interessante sobre esse filme é justamente a protagonista, que não segue o padrão do mito do herói e em nenhum momento foge do perigo. Ela quer se tornar uma guerreira, ela não espera que alguém a proteja, nem a oriente o tempo todo. Quando uma situação difícil se impõe, Diana é a primeira a ir enfrentá-la e salvar o dia... mais de uma vez!

Seu coadjuvante, Steve Trevor (Chris Pine), também é um personagem interessante. Se esse filme fosse um blockbuster comum, ele seria o herói que salvaria a mocinha e se colocaria em perigos desnecessários explicados apenas por um enredo cheio de testosterona. Aqui, ele se vê na inusitada situação de alguém que descobre que existe uma ilha escondida da humanidade, onde mulheres são guerreiras poderosas, que falam sobre deuses e um passado muito mais antigo do que ele possa imaginar. Mais do que isso, ele está acompanhado de Diana, uma mulher capaz de enfrentar um exército sozinha e levantar tanques de guerra! O que um simples homem poderia fazer para protegê-la?

Não que ele não tente. A inocência de Diana e sua paixão pela humanidade entram em conflito com as experiências de Steve e o tempo todo ele tenta fazê-la entender que o mundo real - o seu mundo - é cruel e que, às vezes, as pessoas são más, sem precisar da influência de um deus. E ele pode estar certo quanto a isso.

*

O final é a mais fraca do filme. Filmes de heróis têm dessas coisas, a necessidade de um final boss, uma luta espetacular entre dois personagens que estão acima dos demais personagens. É justamente a necessidade de repetir isso nesse filme, que faz com que a conclusão seja apressada e um pouco fora do tom. Porém, não chega a estragar a obra, que entrega aquilo que todo fã da DC Comics, de quadrinhos, do antigo desenho da Liga da Justiça queriam ver há muito: um bom filme com uma boa heroína.

[ATUALIZADO: Houveram outros filmes com heroínas, como Mulher-Gato, Eléctra, etc. Mas qualquer um que viu esses filmes, sabe que eles nem deveriam contar...]
LEIA MAIS

sábado, 10 de dezembro de 2016

Animais fantásticos e onde habitam - David Yates


Anunciado como um spin off da série Harry Potter nos cinemas, o filme sofreu no início com o desconhecimento de algumas pessoas a respeito de sua ligação com o livro de mesmo nome, lançado anos atrás como material extra da série original. Afinal, inicialmente foi anunciado como uma nova trilogia e as pessoas se perguntavam se aconteceria a mesma coisa que aconteceu com a trilogia cinematrográfia de O hobbit, que adaptava um livro de 300 páginas.
A preocupação é compreensível, mas gerada pelo desconhecimento. O livro Animais fantásticos e onde habitam foi lançado como um paradidático dentro do universo, um catálogo de criaturas mágicas que o zoologista Newt Scamander descobriu durante sua juventude e reuniu em um livro. Parte da renda das vendas deste e de Quadribol através dos séculos, outro livro extra, era convertido para a Fundação Lumus, criada por J. K. Rowling para ajudar crianças carentes. O interessante do livro é que ele era apresentado como sendo o exemplar de Harry durante seus anos de estudo em Hogwarts.



A história do filme se passa em 1926 e começa quando Newt Scamander chega a Nova York com sua maleta cheia de criaturas mágicas que ele vem catalogando. Ele planeja libertar um dos animais em seu habitat natural, após recuperá-lo de um contrabando. Chegando nesse novo mundo, desconhecido tanto para ele quanto para os fãs, que estavam acostumados à Londres dos anos 90, Newt logo se depara com um grupo de "trouxas" que está divulgando a existência de bruxos e exigindo uma "segunda Salem" para combatê-los. Enquanto assiste à cena curiosa, Newt percebe que um dos seus animais deu uma escapada. Trata-se do pelúcio, um bichinho danado que entra no prédio do banco e começa a coletar riquezas. Enquanto tenta pegá-lo, Newt conhece o padeiro Jacob Kowalski, que está ali para tentar empréstimo e abrir sua padaria.



Envolvido na busca de Newt de maneira desastrada, Jacob acaba trocando as maletas de ambos sem perceber quando tenta escapar e, ao abrir-la... deixa várias criaturas de Newt escapar.
Newt precisa, então, correr contra o tempo para recuperar os animais, pois a presença deles pode denunciar a existência do mundo bruxo e as leis americanas sobre o sigilo são muito rígidas. Além disso, a chegada de Newt a Nova York e toda a confusão que isso gera, coincidem com os ataques de um famoso bruxo das trevas que atuava na Europa. Logo, Newt se vê alvo da perseguição do Congresso Bruxo - a Macusa - e seus animais correm real perigo.
Não demora muito para perceber que a premissa inicial de caçar animais fantásticos por Nova York não é o verdadeiro argumento do filme, pois a presença do bruxo Grindelwald, ainda que apenas por uma atmosfera sinistra que permeia toda a aventura, torna tudo mais sério e justifica a produção de outras quatro continuações.



Newt é um bruxo comum, com dificuldade para olhar as pessoas nos olhos, mas muito próximo de seus animais. Seu envolvimento com as questões políticas de Nova York é mero acidente, bem diferente do fato "O escolhido" que perseguiu Harry Potter por quase toda sua vida. A diferença entre as duas franquias do Universo Bruxo de J. K. Rowling, também aparece no tom adulto dessa aventura.
Sua relação com os demais personagens servem como um complemento à sua própria personalidade, reclusa e nerd. Jacob é um no-maj (trouxa americano) divertido e que se encanta com o mundo bruxo, depois de uma primeira impressão assustadora. Tina, uma ex-auror buscando redenção, é uma mulher forte e inteligente, que não se importa em quebrar algumas regras para defender aquilo que acredita. E Queenie, irmã de Tina, é uma mulher doce e de ar inocente, mas passa longe do arquétipo "mulher loura burra" que alguns podem estar acostumados. Ela é uma oclumente e representa bem a distância que os bruxos americanos preferem manter dos no-majs. São dois mundos bem separados.
Outra prova de que esse filme veio para falar de temas mais sérios e expandir os conhecimentos dos fãs de Harry Potter é a presença de Percival Graves (Collin Farrell) e Credence (Ezra Miller), e a busca deles por uma criança com poderes extraordinários.



Não vou entrar em mais detalhes, pois posso escorregar em um spoiler a qualquer momento. O caso é que o filme é muito bom, interessante, os animais são fantásticos, os personagens são apaixonantes e J. K. Rowling acertou de novo! Vale a pena ir ao cinema, vale a pena o 3D, vale a pena continuar apaixonada pelo mundo mágico!
LEIA MAIS

sábado, 12 de novembro de 2016

Filme | Resenha | Doutor Estranho



Sinopse:

Doutor Stephen Strange (sim, é "estranho" em português) é um neurocirurgião muito talentoso e bem reconhecido no meio. Sua inteligência e habilidade garantiram muito dinheiro e fama, e ego inflado. Um dia, Strange sofre um grave acidente de carro e suas mãos são os membros mais prejudicados, impossibilitando que ele exerça mesmo as tarefas mais simples e interrompendo sua carreira bem sucedida.
Depois de tentar vários métodos para recuperar os movimentos das mãos, Strange vai para Catmandu, no Nepal, em busca de um ancião que ele acredita ter meios para curá-lo. O que ele encontra, porém, é algo muito diferente do que estava esperando... A Anciã, que não chega a receber um nome, mostra-lhe conceitos de feitiçaria que ele acreditava serem absurdos antes.
Stephen Strange se une aos monjes em busca de autoconhecimento, aprimoramento espiritual e conhecimentos místicos sobre o espírito e o multiverso. Um dia, pesquisando na biblioteca, ele encontra um livro com feitiços de tempo e descobre que outro feiticeiro, Kaecilius, roubou uma das páginas do livro proibido para uso próprio.
O plano de Kaecilius é abrir um portal para a chegada de Dormammu, um demônio da Dimensão Negra, que quer invadir a Terra e destruir o planeta.

Os atores



Benedict Comberbatch é o responsável por dar vida a Stephen Strange e, como não podia deixar de ser, é muito bem sucedido nessa missão. Ele não só se parece com o personagem, como consegue transitar entre a arrogância, a elegância e a leveza que se tornou característica dos filmes da Marvel.
Tilda Swilton, no entanto, rouba a cena interpretando a Anciã, que é a personagem mais badass. A sequência em que ela luta contra Kaecilius na dimensão espelho é simplesmente fantástica.
O que eu não gostei muito foi da personagem da Rachel McAdams. A atriz está ok no papel, mas aceita excepcionalmente rápido a nova condição de Stephen Strange como um mago supremo capaz de projetar o espírito para fora do corpo e abrir portais para o outro lado do mundo. Há química entre Comberbatch e McAdams, mas ainda há um longo caminho a percorrer para fazer esse casal pegar.

Opinião



Esse é um dos filmes conceitualmente mais complicados da Marvel. Ele fala sobre dimensões e multiversos, conceitos metafísicos que costumam dar um nó na cabeça dos "não iniciados" e sobre projeção astral, conceito que depende da sua crença na alma. Há muita gente que só acredita no corpo e mente, por exemplo. No entanto, o filme consegue abordar esses temas com certa leveza e apresentar o universo de Doutor Estranho para os leigos como eu.
A história em si não é grande novidade. Já vimos pupilos se voltando contra seus mestres. Já vimos um personagem com ego elevado se transformar com ensinamentos sobre humildade e generosidade. Já vimos um super ser de outra dimensão tentando conquistar a Terra. Já vimos "A origem"... O que a Marvel fez foi colocar tudo isso em um pacote psicodélico, metafísico e bastante divertido.




Dica: fique até o fim, tem duas cenas pós-créditos. Aliás, se você é fã da Marvel e não sabe que eles sempre colocam cenas pós créditos... você não é fã da Marvel.

----------

Enfim, essa foi a minha primeira resenha de filme :P Espero que tenham gostado e nos vemos na próxima semana, com Animais Fantásticos e onde habitam. Uma boa semana para você e até lá.

----------

(Críticas e sugestões no campo de comentários do blog).

LEIA MAIS

Facebook