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terça-feira, 29 de março de 2022

Livros lidos em 2021 e março de 2022

Olá!!!

Já falei na última postagem sobre minhas metas de leitura (aqui). Agora, vou falar dos livros que li no ano passado e os que finalizei nesses primeiros meses de 2022. Sim, são poucos. Sim, eu deveria ler mais. Mesmo assim.. o importante é o pensamento positivo sobre as pequenas conquistas hehe!!

::: LIDOS EM 2021 :::

1) Sonho febril - George R. R. Martin

Eu só tinha lido três livros do Martin, porém todos da mesma série, sim aquela. Então quando bateu a ressaca literária, eu achei que seria uma boa ideia ler um livro avulso do autor. Esse, no caso, é um dos primeiros livros da carreira dele e dá para sentir isso. Eu fiz a resenha dele nesse link, mas em resumo, não morri de amores, apesar da escrita do autor ser muito boa. O problema são os protagonistas e o tema. Enfim...

2) Fortaleza digital - Dan Brown

Na boa? Se puder, fuja! O código Da Vinci é um livro muito mais interessante, bem escrito e eficiente do que esse aí. Não gostei.

3) Harry Potter and the prisoner of Azkaban - J. K. Rowling

Releitura em inglês, mas bateu uma ressaquinha depois de declarações transfóbicas da autora, então estou enrolando para ler o quarto volume da série...

4) O senhor dos aneis - vol. 1 - A sociedade do anel - J. R. R. Tolkien

Em 2021 comemorou-se os vinte anos de lançamento de A sociedade do anel, primeiro filme da trilogia que adaptou a obra do Tolkien. Procurando na Amazon, descobri uma promoção na Amazon e o box que custava +200 reais, estava por 89 reais. Comprei. Edição linda. Li o primeiro livro acompanhando os episódios do podcast Tumba do Balin, no Spotify, e recomendo para quem quiser ler pela primeira vez, ou que quiser reler. Os meninos são ótimos. Estou ansiosa para começar o terceiro volume.

::: LIDOS EM 2022 :::

5) O senhor dos aneis - vol. 2 - As duas torres - J. R. R. Tolkien

Eu lembrava do segundo livro ser o meu favorito na época em que li pela primeira vez, mas nossa... acabei confirmando isso nessa releitura. Porém, ainda me incomoda a divisão do livro. A primeira parte (ou livro III) foca nos hobbits Pippin e Merry de um lado, e no trio Aragorn, Legolas e Gimli de outro. A segunda parte, no entanto, é apenas Frodo, Sam e o-coisa-ruim. Fica bem chato e a linha temporal é confusa... mas passa. Tá tudo certo.

6) Mockingjay - Suzanne Collins

Uma das coisas que coloquei como meta foi ler mais livros em inglês. E também gosto de reler Jogos Vorazes de tempos em tempos. Dessa vez, juntei as duas coisas e fiz minha releitura da trilogia. O último livro terminei dia 27/01/22 e só tenho uma coisa a dizer: eu ainda amo essa história. É isso.

7) O senhor dos aneis - vol. 3 - O retorno do rei - J. R. R. Tolkien

O terceiro sofre brevemente do mesmo mal do segundo: começa bem, com mais personagens e suas idas e vindas e guerras; e depois vai se concentrar em Frodo e Sam. Mas o ritmo é mais fluído. Até que a guerra acaba. Na minha primeira leitura de OSDA, eu parei de ler após o fim da guerra, porque o volume em que eu estava lendo era único (com os três em uma edição de 1200 páginas) e eu estava tão cansada. Esse ano, eu li tudo! E olha, quanta coisa eu perdi. Porque ainda tem muita aventura quando os hobbits voltam pro Condado... e pra quem gosta do livro O hobbit, essa parte lembra muito as aventuras do Bilbo.

8) Novembro de 63 - Stephen King

King, né amor. Esse livro fala de um professor de inglês que acaba viajando no tempo para salvar JFK de ser assassinado. Porém, a vida acontece enquanto ele está no Tempo de Antigamente. O único problema que eu tenho com o livro é que eu não consigo me importar com JFK. Eu não sou americana! Eu não acredito em "heróis da pátria". O tempo todo que Jake perdia pensando no assassino de Kennedy, e King gastava linhas falando sobre isso... eu ficava meio irritada. De besta que sou kkkk. O caso é, King é mestre e King é meta.

*****

É isso, gente... eu não consigo ler tanto quanto eu gostaria, mas é melhor que nada, né pai.
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sábado, 10 de outubro de 2015

O hobbit - J. R. R. Tolkien



Expectativa x Realidade


Já faz um mês que terminei de ler esse livro e, desde então, estou pensando em como resenha-lo. De certa forma, é a mesma dificuldade que encontrei quando tive que resenhar As crônicas de Nárnia e, se você prestar atenção naquela resenha, está mais parecida com aquelas sinopses que as editores escrevem tentando vender um livro, do que com uma resenha propriamente dita. Mas eu me esforcei e não estou de todo descontente com o resultado.
Com O hobbit, no entanto, a situação parece só um pouquinho mais difícil.
Em ambos os casos, eu estava plenamente ciente de que se tratavam de livros infantis e que eu não deveria encará-los da mesma maneira que encararia um livro mais sério. Teria que vestir minha capa de infanto-juvenil e ler esses livros como eles mereciam ser lidos. Ao mesmo tempo, em ambos os casos, eu estava com muita expectativa de que os livros seriam incríveis e que eles entrariam fácil no meu hall de favoritos. Não foi o que aconteceu.
Sim, eu gostei dos livros, mas eles estão longe de representar na minha vida o que eu achava que eles representariam. E é uma pena, eu sei, mas isso não dá mais para mudar.

O livro


O hobbit conta a história de Bilbo Bolseiro e de como ele conseguiu o Um Anel. Bom, na verdade, o Um Anel é só mais um elemento do livro, não algo realmente importante. Para quem leu e assistiu aos livros/filmes da trilogia OSDA, às vezes chega a ser brincadeira a maneira como Bilbo usa o Um Anel como muleta durante quase todo o livro. A explicação, obviamente, é que Tolkien escreveu O hobbit muito antes de escrever O Senhor dos Anéis e, naquela época, o Um Anel era apenas um anel.
Enfim, eu divaguei.
Bilbo Bolseiro era apenas mais um hobbit pacífico e tranquilo do Condado. Ele não era muito chegado a aventuras e, como os outros de sua raça, olhava torto para aqueles que gostavam de aventuras, como seus parentes distantes, os Tuks. Um dia, enquanto está fumando seu cachimbo, Bilbo depara-se com uma figura tão diferente, alta e parecida com um humano, que era óbvio que se tratava de um andarilho… na verdade, tratava-se de Gandalf, o cinzento.
Gandalf lhe diz que está a procura de alguém que possa ajudar a ele e a alguns amigos em uma aventura. Bilbo, que sabiamente desconfia de Gandalf e da tal aventura, trata logo de se livrar do visitante e volta para sua confortável toca de hobbit.
Gandalf, malandro que só ele, não aceita a rejeição de Bilbo (porque isso é exatamente o que acontece) e decide fazer uma marca na porta de entrada da toca. Mais tarde naquele dia, Bilbo começa a receber visitas inesperadas. Nada mais, nada menos que treze anões simplesmente aparecem em sua toca: Balin, Bifur, Bofur, Bombur, Dori, Dwalin, Fili, Gloin, Kili, Oin, Ori, Nori e Thorin. É muito anão.
Todos eles são amigáveis, mas nenhum deles tinha sido convidado. Longe de saber o que eles estavam fazendo ali, Bilbo esforçou-se para ser um bom anfitrião. Quando boa parte dos não-convidados já estava presente, eis que chega Gandalf, com a maior cara lavada.
É assim, basicamente, que Bilbo descobre que é a décima quarta parte de um grupo que atravessará toda a Terra Média até a Montanha Solitária. Lá costumava ser o reino dos anões que estão agora em sua toca, mas há muito tempo suas famílias foram expulsas de lá por um perigoso dragão, chamado Smaug. Quando chegarem à Montanha Solitária, caberá ao pequeno hobbit (redundância) ser o “ladrão” dessa expedição suicida.
O líder dessa expedição é Thorin, Escudo de Carvalho, herdeiro do “reino sob a montanha”, que deseja devolver ao seu povo a honra e os tesouros que foram roubados por Smaug.
Durante a jornada, muitas coisas dão errado. Eles têm que fugir de trolls, gigantes, orcs, wargs (lobos da Terra Média), aranhas gigantes, elfos (mais saltitantes aqui que nos três livros de OSDA), Smaug e, por fim, conseguem se meter em uma batalha com nada menos que cinco exércitos! Isso porque Bilbo não gostava de aventuras, imagina se gostasse!
Então sim, o livro é divertido e mágico, como deveria ser.

O filme



Eu li os três livros da trilogia O Senhor dos Anéis em 2009 (literalmente o ano inteiro de 2009). Isso foi depois de ter assistido aos filmes, o que não foi um grande problema para mim. Na tela tinha tudo o que merecia aparecer e foi uma ótima adaptação.
Quando foi anunciado que seriam feitos três filmes para adaptar O hobbit, acompanhei as discussões a respeito de longe. Ao mesmo tempo que entendia que era muito filme para pouco livro, não estava realmente me importando com a questão. Fui assistir ao primeiro filme, Uma aventura inesperada, com um misto de pé no chão e expectativa. Sei que as duas coisas não combinam, mas vou tentar explicar. “Pé no chão” com o fato de que haveria partes inventadas pelos roteiristas e na expectativa de que o filme seria pelo menos bom. Era um filme do Peter Jackson sobre a Terra Média, afinal! Ele tinha acabado de usar três filmes para provar que sabia como fazer...
E eu gostei do filme. Aliás, dos filmes. Nada que entre nos meus favoritos, mas ainda assim, gostei. Claro que tem muita coisa que não está no livro:

1)      O romance entre uma elfa e um anão – sou neutra a respeito disso.
2)      A presença de Legolas. Para mim, faz sentido que ele esteja lá, pois ele faz parte dos Elfos da Floresta.

Há outras coisas que foram tiradas de outro livro de Tolkien sobre a Terra Média, o Silmarillion, mas eu não me importo muito com isso. Algumas das mudanças foram necessárias, como as explicações a respeito do Necromante. Outras foram apenas para justificar a existência de três filmes e não vou tentar convencer ninguém que esse número era necessário.
Porém, não é sobre as diferenças que quero falar. Quero falar das partes dos filmes que estavam no livro.
Os filmes que foram feitos para adaptar O Senhor dos Anéis têm uma pegada séria e adulta, seguindo o padrão dos respectivos livros. Quando foram fazer os filmes do O hobbit queriam aproveitar e contar a origem do Um Anel, como ele foi parar com Bilbo e seu breve encontro com Smeagle. Tratava-se, portanto, de filmes que estariam diretamente ligados com a trilogia anterior filmada por Peter Jackson. Seria estranho se os filmes de O hobbit seguissem o padrão do livro no qual foram baseados, ou seja, se tivessem um tom infantil.
Essa foi a escolha de Peter Jackson. Ou ele faria um filme coerente com os anteriores ou faria um filme coerente com o livro. Ele escolheu os próprios filmes.
O resultado foi que O hobbit recebeu o mesmo tratamento sério dos demais filmes e precisou ser esticado para que as ligações necessárias entre a primeira trilogia e a segunda fizessem mais sentido. Você precisa ter em mente que, quando uma obra - qualquer obra - é adaptada para o cinema, o estúdio não está interessado em agradar apenas quem já conhecia o material original. Eles querem atrair também um público completamente novo. Quantas pessoas vocês acham que assistiu aos três filmes de O Senhor dos Anéis, gostou, mas nunca se interessou em ler os livros?
Não sei se Peter Jackson fez a escolha certa. Da minha parte, como tive dificuldade para vestir minha capa de criança e ler o livro tal qual uma criança provavelmente o leria, acabei gostando mais dos filmes. Não nego as deficiências dele, assim como não nego os méritos do livro.

Favoritos


Personagem: Bilbo é, sem dúvida, meu personagem favorito, assim como os demais hobbits de OSDA. Eu gosto desses baixinhos!
Cena: Minha cena favorita é o encontro de Bilbo e Smeagle, quando eles jogam aquele perigoso jogo de adivinhação.
Filme: Meu filme favorito é o primeiro, especialmente o comecinho, quando Bilbo começa a receber os anões e Gandalf, até a parte que descobre que os anões apostaram sobre ele aceitar ou não a missão.
Ator: Martin Freeman simplesmente porque ele foi perfeito como Bilbo.
Livro ou filme: Filme…



(Soraya foge das pedras).
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quinta-feira, 7 de março de 2013

O Silmarillion - J. R. R. Tolkien

Lembro até hoje de como fiquei empolgada quando encontrei uma edição deste livro na biblioteca da faculdade. Também me lembro de sempre ter visto o coitado ali, intocado, a não ser pela ação dos anos na estante.

Para quem não conhece, O Silmarillion começou a ser escrito por J. R. R. Tolkien em 1917, mas só foi publicado em 1977, depois da morte do autor. O filho dele, Christopher Tolkien, foi o responsável pela compilação da versão original com outros materiais escritos pelo pai por vários anos.

Nessa obra composta por cinco partes, viajamos pelo universo de Tolkien, presenciando desde a canção que criou Eä (Mundo), até a descoberta do responsável pela forja dos Anéis de Poder. E sim, tudo isso se passa antes dos acontecimentos de O Senhor dos Anéis, e antes de O Hobbit também.

Cada detalhe dessa obra é inspirado em coisas próximas da nossa realidade, começando com o mito da criação, que podemos encontrar na civilização romana ou grega, por exemplo, até os seres folclóricos e o mito da queda de Atlântida.

E claro, não podemos esquecer os idiomas criados pelo próprio Tolkien, como os idiomas dos elfos e o dos anões. Pelo que pesquisei, ele criou, ao todo, 10 idiomas, alguns que inclusive só seriam citados mais tarde, no Senhor dos Anéis.

No entanto, se tornou comum ouvir gente que leu a obra dizendo que ela é chata, cansativa, entediante…Posso até concordar com o cansativo, mas não com o chato e o entediante, justamente porque coisas acontecendo não faltam. Por isso já aviso, se você adora livros de fantasia e gosta das obras de Tolkien, vá em frente e devore esse livro, existe a chance de colocá-lo no seu top 10! Caso contrário, você pode ler (é ótimo que leia!), mas não me venha com mimimi se não gostar, afinal O Silmarillion não é um romance que todo mundo lê enquanto está no ônibus ou no metrô, só para distrair.

Da canção às joias

Como já disse, O Silmarillion é composto por cinco partes, cada uma referente a uma passagem específica da temporalidade em que se passa o universo criado por Tolkien. Muitos consideram esse livro uma “Bíblia by Tolkien”, mas só pela parte do Antigo Testamento, porque qualquer um dos personagens desse livro está longe de ser um Jesus da Terra Média.

A primeira parte é composta pelo bundalelê Ainulindalë. É aqui que vamos descobrir como Eä (aka Mundo) foi criado. Já vi muita gente se embaralhar nesse pedaço por causa dos nomes, mas não sei exatamente por que. “Ah, é tudo muito difícil de pronunciar…” – Simples, não tente pronunciar! Guarda o jeito que você acha que se fala na tua cabeça, mesmo que esteja errado, e foca na história, assim não dá pra se perder. Mas, se o teu problema em entender não for esse, comenta embaixo do texto para podermos discutir isso e facilitar a leitura de muita gente, ou não, sorry.

Continuando. Existe um ser chamado Eru, que depois fica popular na Terra Média pelo nome de Illúvatar. Ele é o equivalente a Deus, e também foi quem criou os primeiros Ainur, ”Os Sagrados”, gerados a partir de seu pensamento (eles são a ‘ordem’ dos Valar e dos Maiar).

Um dia Eru os chamou e propôs um tema para criarem uma canção. Conforme a música era cantada, os Ainur tinham visões daquele mundo que estavam criando com sua melodia, inclusive com as perturbações provocadas pelo pensamento de Melkor, um dos Ainur. Mesmo assim, muitos deles ficaram encantados com as visões e se mudaram para Eä, a fim de torná-las realidade.

Depois disso temos o Valaquenta, que são os escritos dos elfos sobre os pontos de vista dos Valar e dos Maiar sobre Arda (a Terra). Nessa parte somos apresentados aos Valar e suas funções em Arda, e também não demoramos a perceber que o maior ‘encrenqueiro’ é Melkor, que foi o primeiro senhor do escuro. E, se você está se perguntando, Sauron já existia, e era um Maiar, servo capacho de Melkor.

Telperion e Laurelin, as Árvores de Luz de Valinor.
E agora vem o recheio de todo esse papo, o esQuenta Silmarillion, a história das Silmarills, as primeiras jóias responsáveis por uma grande guerra.

O principal sobre essa parte é descobrir como surgiram todas as raças de Eä, e com elas a primeira grande batalha entre o bem e o mal. De um lado, Fëanor, filho do primeiro rei dos Noldor (um grupo dos elfos), considerado o maior e mais foda elfo de todos os tempos, e também um grande artífice, responsável pela criação das Silmarills - três gemas com luz própria feitas a partir das árvores de Luz de Valinor.

Do lado negro da força, Melkor, agora livre e tramando contra os Valar e os elfos. Ele rouba as Silmarills, destrói as árvores de Luz e é amaldiçoado por Fëanor, passando a ser chamado de Morgoth (Senhor do Escuro). Por causa da ira sangue no ‘zóio’ do elfo e de sua busca frenética por vingança, os Noldor são levados à maldição.

Desse ponto em diante é só guerra. E algumas das histórias que seguem podem ser vistas como contos. Dois exemplos são as histórias de Beren e Lúthien e de Túrin Turambar.

Depois começa o diabete Akallabêth, a Atlântida da Terra Média. É a história da criação e ascensão de Númenor, na Segunda Era, desde o ápice da civilização humana até sua queda, causada pela húbris dos próprios numenorianos com um pouco da ajuda do bom e velho Sauron.

E, na última parte, descobrimos como foram feitos os Anéis de Poder, inclusive o Um Anel, agora com Sauron como o Senhor do Escuro.

Curiosidade

Capa de Nightfall in Middle-Earth
Muitos devem saber, mas mesmo assim vale lembrar. O Silmarillion serviu de inspiração para o álbum Nightfall in Middle-Earth, da banda alemã Blind Guardian, lançado em 1998. O disco tem 22 faixas, cada uma retratando um trecho do livro com direito a spoilers.
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