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domingo, 10 de janeiro de 2021

Séries assistidas em 2020

Bom 2021 para o mundo. Mesmo porque, não deve ser muito difícil superar 2020, né. Mas hoje vamos falar de coisas boas, que é o fato de eu ter tido tempo de assistir várias séries legais esse ano que passou.

A começar por:


:|: Temporadas completas :|:


1. This is us - Sim, esse foi o ano em que eu finalmente comecei a assistir essa série maravilhosa, pela qual estou completamente apaixonada. Assisti às três temporadas que estavam disponíveis e sofri tendo que esperar pela 4ª, que devorei em pouquíssimo tempo. E agora aqui estou eu, esperando a 5ª temporada. Que agonia, gente.

2. Supernatural - Tá, eu sei que não é uma grande série, a melhor série do mundo, nem nada, mas assim... é minha paixão há anos. E quando eu soube que estavam se encaminhando para o final, eu sabia que precisava recuperar o tempo perdido. Eu tinha parado na 11ª temporada, então, quando troquei a Netflic pela Amazon Prime, eu finalmente consegui correr atrás. A 15ª temporada já está disponível e vou começar esse ano, mas estou adiando porque sei que vou sentir saudades.

3. Outsider (1ª temporada) - Essa série conta a história de um monstro que consegue assumir a forma de pessoas que ele fere, e que se alimenta de crianças. É baseado em um livro do Stephen King, meu autor favorito, então é claro que eu precisava ver... mas assim... eu não gostei do final. Eu não sei o que acontece com as séries baseadas nos livros do King, elas simplesmente não ficam boas.


4. The Vow (1ª temporada) - Essa série fala sobre a seita NXIVM, criada por Keith Raniere e que escondia um culto de escravidão sexual. É a seita da qual participava a Allison Mack (atriz de Smallville). Eu já estava bastante curiosa sobre essa história, então quando ouvi o episódio sobre a série no podcast Modus Operandi, eu fui correndo assistir. E não me arrependi.

Toda a construção dessa seita, como eles se vendiam como uma "empresa de auto aperfeiçoamento", mas na prática fazia lavagem cerebral nos seus membros, o que acabou permitindo a criação desse culto sexual.

O que me chocou é que as mulheres eram submetidas à uma marcação à ferro e então ficavam com as iniciais de Keith e Allison marcadas na pele, para sempre. É tão absurdo e nojento.

A série acompanha nessa primeira temporada a jornada de Mark e sua esposa Bonnie, e Sarah, quando eles decidem sair da seita, percebendo que havia algo muito errado. Através de imagens filmadas pelo próprio Mark (que é documentarista), eles falam sobre a estrutura da NXIVM e como eles se envolveram profundamente com ela. E como cada um percebeu que ela não era o que parecia.

A segunda temporada vai falar sobre a prisão de Keith e Allison e eu estou aguardando ansiosamente. A sentença do Keith já saiu e serão mais de 100 anos na cadeia.

 an

:|: Em andamento :|:



5. Em nome de Deus - tecnicamente eu ainda não terminei essa série, mas é porque é muito pesada e eu precisei priorizara minha saúde mental. Mas enfim... é uma série nacional, produzida pelo Pedro Bial, que fala sobre o "médium" João de Deus, preso em 2018 por assédio e estupro de suas "pacientes/fiéis". Tudo sobre esse cara é complicado, porque ele realizava cirurgias no seu centro e Abadiânia, era praticamente dono da cidade, tem processo por agressão e assassinato nas costas e no topo disso, estupro. Ele ficou conhecido no mundo todo, com a ajuda inclusive, de fiéis famosos, como a Xuxa e a Oprah. Eu tenho que respirar fundo e terminar.

6. Assédio - Ainda nessa pegada de The vow e Em nome de Deus, estou assistindo a série Assédio, da Globo, que fala sobre o médico Roger Abdelmassih, que foi preso por estuprar suas pacientes que iam à sua clínica para realizar inseminação artificial e realizar o sonho de serem mães. Cara... difícil. Ainda não terminei, porque... ai... você deve entender, né?

7. Arquivo X - Adivinha quem começou a assistir de novo, depois de abandonar na 4ª ou 5ª temporada? Isso mesmo!! Eu!!! Eu gosto dessa série, nem lembro por que parei. Voltei porque não tinha nenhum outro motivo para não voltar.


8. As Five - Eu não assisto Malhação há muitos anos. Pode colocar mais de 9 anos aí. E eu não assisti à temporada "Viva a diferença", só fiquei sabendo e me interessei vagamente. Assistindo à CCXP de 2019 eu soube que o elenco estaria de volta para fazer uma série spin off mais adulta e me interessei de novo... e agora estou assistindo e adorando. Não é bem sobre a minha geração, mas eu consigo entender. No fim, todas as gerações precisam "pertencer" e tem algo sobre a existência como mulher, que todas nós entendemos, entra ano, sai ano. Muito bom.


Espero que em 2021 eu consiga assistir mais séries e filmes excelentes!! 2020 conseguiu ser até bastante produtivo. :)

Feliz 2021 pra você que leu até aqui.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Resenhas - Outros formatos

Olá você!

Nesse post eu pretendo colocar os links para as resenhas que escrevi sobre outras obras da cultura pop, que não os livros. A intenção é que haja mais resenhas de quadrinhos, filmes e séries aqui no blog, mas enquanto não consigo um número suficiente para fazer um sub menu apenas para eles, vou deixar eles relacionados nesse post, okay?



| Quadrinhos |


1. | Naruto | Masashi Kishimoto |
2. | Graphic MSP | Turma da Mônica | Lações e Lições | Vitor Caffagi e Lu Caffagi |

| Filmes |


1. | Animais fantásticos e onde habitam | David Yates |
2. | Animais fantásticos: os crimes de Grindelwald | David Yates | Em breve
3. | It, a Coisa: Capítulo 1 | Andy Muschietti |
4. | Mulher-maravilha | Patty Jenkins | 

| Séries |


1. | Amor e casamento (K-drama)
2. | Between
3. | Titans - Temporada 1: parte 1 | DC Universe | 
4. | Titans - Temporada 1: parte 2 | DC Universe |

+

Eu volto em breve com mais atualizações nesse post!!

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Between - 1ª temporada - Netflix

Em uma pequena cidade chamada Pretty Lake, todos os habitantes com mais de 22 anos morrem misteriosamente em um curto espaço de tempo. O governo coloca a cidade em quarentena e isola os jovens dentro daquele perímetro. A partir daí, crianças, adolescentes e adultos em formação precisam superar suas perdas, organizar uma nova sociedade e lidar com as confusões frequentes. O que não dá muito certo. Nem na ficção, nem na realidade.

O que acontece é que a premissa não é nem original, nem se sustenta. No filme francês Cidade das crianças e no livro/filme inglês O senhor das moscas já vimos o que pode acontecer com crianças criando uma sociedade sem supervisão de adultos; No filme Simpsons - o filme e no livro/série Sob a redoma vemos no que dá uma cidade ficar completamente isolada do mundo. Ou seja, o criador Michael McGowan juntou essas duas premissas, misturou de qualquer jeito e fez uma série voltada para o público jovem... que não é boa.

Muito se comenta a respeito das histórias escritas e seriadas para o público adolescente. A maioria parece mais um copia e cola de outras obras. Basta adicionar um romance, um triângulo amoroso e um jovem para salvar o mundo e pronto: temos um sucesso de público inexplicável. O mesmo acontece com Between.

Pela própria premissa da série temos predominantemente adolescentes lidando com um mundo que é apenas deles. Sem adultos. Mesmo que, tecnicamente, você já possa considerar jovens de 18 a 21 anos como adultos, mas quem já passou dessa idade, sabe que a gente não se sente adulto até ter que trabalhar e pagar as dívidas...

De qualquer forma, a série tem um grupo de personagens principais:

Willey Day (Janette McCurdy, que praticamente sustentava ICarly como a inesquecível Sam). Willey começa a série como uma adolescente grávida, filho do reverendo, com uma relação difícil com os pais e a irmã mais velha, Melissa (Brooke Palsson). E termina  a série como uma mãe adolescente que abandonou o filho mais vezes do que o número de episódios (6 por temporadas) e tem uma conversa de 2 minutos com a irmã. Janette é a atriz mais esforçada do elenco, que é marcado por atuações ruins.

Adam Jones (Jesse Carere) é um gênio da computação, a grande promessa intelectual da cidade, e o único que parece realmente interessado em descobrir o que está acontecendo e quem está por trás de todos os estranhos eventos da cidade. Esse tinha tudo para ser o melhor personagem da série, aquele nerd abelhudo de quem todo mundo gosta. Porém, acaba completamente apagado pelo seu interprete. No começo dá até para deixar passar, achando que ele vai se encontrar no papel e que a coisa toda vai melhorar, mas não melhora. Pense numa pessoa que morreu e ainda não percebeu. É assim a atuação de Carere.

Gord é um personagem interessante, filho de fazendeiros que tem como sonho ir para o exército, já com 21 anos e perceptivelmente a pessoa com mais bom senso na cidade inteira. É a escolha óbvia para governar a cidade, mas não é o que acontece. Gord protagonista uma das falhas de roteiro mais confusas da série. Tem hora que você pensa que ele vai se envolver com Melissa, mas de repente aparece uma moça de uma comunidade de religiosidade extremista, e a trama toda não faz a menor diferença para o enredo. A atuação de Ryan Allen é passável, mas chama a atenção por outro detalhe gritante da série: atores com mais de 25 anos fazendo papeis de quem tem menos que 22. É de chorar.

Ronnie Creecker (Kyle Mac) é para ser o bad boy da trama. O rapaz sem responsabilidade que vai apanhar muito e aprender com a vida. Mas ele não erra só por ser um viciado. Não erra só por ameaçar a vida da irmã com Síndrome de Down de outro personagem. Ele também tenta violentar uma personagem! Olha só que bad boy bacana!

Chuck Lotts (Justin Kelly) é o jogador do time de futebol americano, o cara mais popular do colégio, o adolescente mais rico da cidade e o líder que os jovens escolheram para ajudá-los a enfrentar essa situação tão difícil. E Chuck é basicamente o filho playboy de um cara metido a besta. E só faz besteira. O que é em parte desculpável, considerando sua idade - 19 anos.

Mas o maior problema da série é o enredo. Em vários momentos, quando você pensa que a história daquele personagem está indo para um lado, no minuto seguinte muda tudo. E não é um plot twist digno de nota. É roteirista tentando consertar erro de enredo e cometendo outro erro em seguida. Personagens surgem do nada e somem de repente sem causar o menor impacto na trama. Sem falar em gente que aparece, some, e aparece de novo... só para sumir outra vez.

Esses garotos estão presos em uma situação limite, sem saber o que está acontecendo no mundo exterior, e precisam descobrir se o que o governo diz é verdade. E, adivinha, não é. Porém, ao invés de se unirem, eles não param de arranjar mais e mais motivos para brigar entre si.

Sem falar que as falhas de caráter de um personagem e a rixa de sua família com a de outro garoto são esquecidos magicamente quando o inimigo verdadeiro mostra a cara. Mas são rixas muito sérias para simplesmente serem postas de lado. E a escolha dos roteiristas para fazer isso acontecer é... boba.

A impressão que dá é que os episódios eram escritos, gravados, iam ao ar e depois o próximo episódio era escrito. O que servia ficava, o que não servia era esquecido. Resultado: gente morrendo gratuitamente.



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Between é uma co-produção do canal canadense City com a Netflix, e foi criada por Michael McGowan. Até o momento tem duas temporadas, cada uma com seis episódios.

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E você, já assistiu Between? Gostou? Discorda de tudo o que falei? Acha que devo assistir a segunda temporada? Por favor, deixe nos comentários e vamos conversar a respeito :)

Até a próxima semana e tchau!
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Titãs - 1ª temporada | DC Universe, Netflix (com spoiler) - parte 2

A série começa acompanhando a adolescente Rachel Roth, que convive com um segredo sombrio: ela está possuída por um demônio que precisa dela para vir ao mundo terreno. Rachel vê sua mãe ser morta por um membro de uma misteriosa organização que está atrás da menina. Desesperada, Rachel foge e acaba conhecendo o detetive Dick Grayson, fato que, em si, é uma enorme coincidência.

Isso porque, sem explicação alguma, Rachel já vinha tendo sonhos com essa pessoa. Logo no começo da série, mostra Rachel em um circo, onde estão se apresentando uma família de acrobatas. Porém, por algum motivo as cordas dos trapézios se rompem e os pais caem no chão sem proteção. O filho, o jovem Dick Grayson, é o único sobrevivente. A sequência termina com o telespectador descobrindo que tudo estava "acontecendo" ou melhor, sendo revivido, em um sonho de Rachel.

Após perder seus pais, Dick passa a viver sob a tutela do magnata Bruce Wayne. E (sabemos) Bruce é a identidade real do justiceiro mascarado Batman que, reconhecendo-se no garoto, decide também adotá-lo como seu parceiro mirim, o Robin.

Quando encontramos um Dick muito mais velho do que aquele dos sonhos de Rachel. Ele está trabalhando como detetive na polícia de Detroit e procura um novo propósito desde que abandonou o parceiro e tutor. Em uma situação bastante espelhada em sua própria experiência, Dick decide ajudar Rachel a descobrir qual é a misteriosa organização que está atrás da menina e o porquê.

Outra história que tem sua história introduzida em paralelo é Kory Anders, uma mulher sem memória que se vê de repente no meio de uma complicada rede de intrigas. De alguma forma relacionadas a uma adolescente que vive do outro lado do mundo. Kory percebe que a única forma de saber quem é, ou sua melhor chance, é seguir as pistas que a levarão até Rachel Roth...

Apesar de apostar nesse pano de fundo, durante vários episódios a série se desvia para contar sub tramas e apresentar personagens que não acrescentam muita coisa à trama central. Como a relação entre Hank Hall (Rapina) e Dawn Granger (Columba), dois anti-heróis que já trabalharam com Dick em missões passadas, ou os membros da Patrulha do Destino, em dois episódios fillers que sequer empolgam para justificar suas existências. Bom, a Patrulha do Destino vai ganhar uma série própria, mas permanece irrelevante na trama de Titans.


Mesmo o jovem Garfield, conhecido nos quadrinhos como Mutano, consegue mostrar a que veio e, apesar de sua habilidade de se transformar em qualquer animal, acaba optando sempre por um tigre de computação gráfica que entrega o baixo orçamento da série.

Mesmo com esses problemas, Titans consegue se manter interessante quando retoma a história de Rachel, sua relação com Dick (quase como irmã mais nova e irmão mais novo), e a relação deste com seu ex-mentor e seu substituto no manto de Robin, Jason Todd.

De fato, Dick e Rachel são as melhores coisas da série, mas o destaque maior é para ele, que mostrou ser um personagem interessante e não apenas um parceiro mirim que se tornou motivo de piada ao longo dos anos. Dick cansou de viver sob a sombra do Batman, mas não fica nem um pouco feliz ao descobrir que já foi substituído. Além disso, ele afirma não concordar com a impessoalidade e insanidade dos métodos de Bruce, mas também demonstra um talento perturbador para a violência - o que os roteiristas e a direção não têm qualquer pudor em mostrar.

Conhecendo um pouco do universo dos Titãs e do Batman, não é difícil se pegar imaginando as possibilidades de histórias que podem contar daqui em diante...



Titans não é perfeita, longe disso. O baixo orçamento desanima um pouco. Porém, tem potencial, se descobrir sobre quem ela quer falar, ao invés de fazer desvios por caminhos e personagens que, no fim das contas não interessam a ninguém.

P.S.: No mais, os atores estão bem em seus papeis, se considerar apenas o conjunto principal e o ator que interpreta Jason Todd:

Dick Grayson (Robin I) - Brenton Thwaites
Rachel Roth (Ravena) - Teagan Croft
Kory Ander (Estelar) - Anna Diop
Garfield Logan (Mutano) - Ryan Potter
Jason Todd (Robin II) - Curran Walters
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sábado, 12 de janeiro de 2019

Titans - DC Universe / Netflix (com spoiler) - parte 1

A série de TV




Nos EUA, a série foi exibida um capítulo por semana pela plataforma de streaming da DC Comics, a tal DC Universe e estreou no dia 12 de outubro de 2018. No Brasil, como não temos ainda acesso ao serviço, a série está no catálogo da Netflix desde o dia 11 de janeiro de 2019. Ela tem apenas 11 episódios na primeira temporada.

Apesar de alguns problemas técnicos e de enredo, nada me impediu de gostar, nem de ficar muito feliz por finalmente ver alguns dos meus personagens preferidos em live action. Eu estava muito ansiosa pelo lançamento e depois fiquei ainda mais angustiada esperando chegar na Netflix Brasil... agora que a série está aqui, percebi que talvez fosse necessário um background antes de escrever a resenha.

É por isso que fiz esse texto introdutório, recomendado apenas para iniciantes no universo Titã da DC Comics. Eu não sou especialista quando o assunto é Teen Titans, mas sou uma admiradora e não quero ser leviana.

Robin - Dick Grayson




Muita gente deve conhecer o herói Robin, parceiro mirim do Batman, que já faz parte do imaginário popular desde sua primeira aparição em 1940. De polêmica em polêmica, o personagem foi sobrevivendo, mas ao contrário de seu parceiro mais velho, pouca gente sabe sua verdadeira identidade.

Para começo de conversa, o manto de Robin foi usado por vários personagens ao longo dos anos, mas o primeiro a dar vida ao herói foi o jovem Dick Grayson. Ele era membro de uma família de acrobatas, mas viu seus pais sofrerem um terrível acidente durante uma apresentação e se tornou órfão. Bruce Wayne (o Batman), que sabe melhor do que ninguém o que é ver seus pais morrerem, decide ser seu tutor legal... e acaba também treinando-o para ser seu parceiro no combate ao crime. 

Dick assumiu o manto do Robin ainda na pré-adolescência. Não exatamente o modelo de tutela que assistentes sociais aprovariam, mas foi o que aconteceu. De fato, Bruce se esforçou para não assumir a figura paterna da qual Dick precisava e até hoje - nos quadrinhos - essa dinâmica pai-filho / tutor-tutelado é complicada e cheia de vai-e-vem.

Depois de anos como sidekick do Batman, Dick rompe suas relações com o tutor e se junta a uma nova equipe, formada por ele e outros sidekicks. Eventualmente, Batman pede o manto de Robin de volta, complicando ainda mais a relação deles, e Dick é obrigado a assumir uma nova identidade heróica: Asa Noturna (Nightwing).

Novos Titãs originais (Teen Titans)




A versão original dos Novos Titãs era muuuuuito diferente das animações Teen Titans, Teen Titans Go e a nova série da DC Universe/Netflix. Na realidade, os membros originais eram os sidekicks dos demais membros da Liga da Justiça.

Dick Grayson / Robin - tutelado do Batman / Bruce Wayne
Donna Troy / Moça-Maravilha - irmã da Mulher-Maravilha / Diana Prince
Roy Harper / Ricardito - filho-adotivo do Arqueiro Verde / Oliver Queen
Garth Kaldur / Aqualad - filho-adotivo do Aquaman
Wally West / Kid Flash - sobrinho do Flash / Barry Allen

Eram literalmente versões mais novas dos personagens mais consagrados da DC Comics e que tinham como meta tornarem-se melhores que aqueles heróis que os sucediam. Houve muito drama e muitas perdas ao longo da trajetória do grupo original e muitos deles hoje assumiram mantos de outros heróis (alguns assumindo inclusive os mantos de seus tutores por algum tempo).

Novos e melhorados Titãs




Já com o manto de Asa Noturna, Dick se vê novamente à frente do grupo, mas com outros membros para liderar. Nessa nova versão, somos apresentados a alguns dos personagens que foram introduzidos também na série: Estelar (Kory Anders), Mutano (Garfield Logan) e Ravena (Rachel Roth). Tiveram outros, mas vou focar nesses, se quiser acabar esse post ainda hoje.

Os personagens ficaram mais populares através da animação Novos Titãs, que era muito boa e que por nenhum motivo compreensível por mim, foi reinventado em uma animação mais infantil chamada Teen Titans Go.

Provavelmente esse foi o motivo da DC Comics ter escolhido esses personagens como protagonistas da nova série. Decisão que eu entendo e apoio, apesar de ficar triste por não ver a versão original da equipe em nenhuma adaptação.

Porém, como não posso fazer nada a respeito, também não tenho nada do que reclamar...

[Parte dois]
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sábado, 26 de agosto de 2017

Amor e casamento - Netflix

Amor e casamento é um drama sul coreano, que conta a história de Cha Gi-young, uma jornalista famosa, que se relaciona com um rapaz mais novo e acaba engravidando. A primeira reação do rapaz, o repórter culinário Park Tae-yeon, é fugir, pois ele não tem interesse em ser pai. Quando a ideia começa a ganhar espaço em sua mente, o casal encontra outro problema: a família conservadora dele. Ao saber da gravidez, os pais de Tae-yeon permitem o casamento, mas exigem que Gi-young pare de trabalhar e se enquadre no padrão conservador da família.

O problema é que desde pequena, Gi-young não confia nos homens. Enquanto crescia, ela viu a mãe ser a única responsável pela família, o que não apenas fez com que a jornalista tivesse pouca confiança nos homens, como a aproximou dos ideais feministas. Em vários momentos da série de dezesseis episódios, somos apresentados a questões de gênero na Coreia do Sul, a maioria muito parecida com os problemas que enfrentamos no Brasil. A não ser por um detalhe: aqui no Brasil, quando um casal se separa, é comum que o filho fique com a mãe. Na Coreia do Sul, a guarda fica com o pai.

Então, quando Gi-young se recusa a casar e aceitar as condições da família Park, e não encontra conforto em Tae-yeon, ela decide criar a criança sozinha. Sob a ameaça de ter a guarda do bebê tirada dela, Gi-young inventa uma mentira atrás da outra. Primeiro, diz que fez um aborto. Depois, quando a gravidez não pode ser mais escondida, ela diz que fez uma inseminação artificial. A princípio, ela diz que o doador é anônimo. Em seguida, seu ex-colega de bancada do jornal, Jo Eun-cha, por interesses políticos, afirma em rede nacional que ele é o doador do esperma.

Ou seja, a coisa vira uma bagunça.

Por ser uma figura pública - Cha Gi-young é a âncora do jornal da noite - sua gravidez e a decisão de ser mãe solteira torna-se o assunto da nação. Há muita gente - principalmente homens - que acham um absurdo e aqueles que têm poder de decisão em sua vida fazem de tudo para prejudicá-la. Gi-young perde a posição como âncora, é rebaixada, ameaçada várias vezes de perder o emprego, e se vê completamente sozinha por um bom tempo. Isso porque algumas mulheres não a tratam melhor. Sua própria mãe passa um longo período tentando convencê-la a interromper a gravidez, por se preocupar com "o que os outros vão pensar".

E, por mais estranho que pareça, o único apoio que Gi-young encontra é na figura de Eun-cha. Estranho porque, desde sua primeira cena, ele é apresentado como o típico cara machista que usa as mulheres e as descarta ao bel-prazer. Como co-âncora de Gi-young e acima na hierarquia, ele a destrata frequentemente e faz parte da turma que tenta prejudicá-la assim que descobre a gravidez. Ele é um personagem caricato e difícil de gostar. É através de suas falas que somos apresentados à síntese do pensamento machista que a série quer discutir. Eun-cha só tem interesse por si mesmo...

No entanto, também é ele que entrega algumas das melhores cenas. Enquanto suas atitudes são sempre dúbias, ele também é a pessoa que está presente quando Gi-young sente-se perdida. Quando Gi-young quase sofre um aborto espontâneo ao vivo, quando a bolsa estoura, quando Cha Dan (o filho, que conhecemos quando a história avança três anos) passa vergonha na escola por não ter pai, quando... melhor por aqui.

Achei interessante a maneira como o personagem deixa de ser o porta-voz do machismo e gradualmente se transforma em um porta-voz do feminismo. Isso porque ele presencia situações tão abusivas e absurdas que nem mesmo sua consciência consegue aceitar.  Não que você vá simpatizar muito com ele, porque no fim das contas, ele ainda é um personagem essencialmente chato. Mas você vai desculpá-lo.


Quem não é possível desculpar, é o Tae-yeon. A criatura mais egoísta e imbecil da história inteira. Gi-young como você pode se apaixonar por esse cara? Sério!

Algo que não é muito agradável na série são as atuações. Kdramas normalmente têm atuações exageradas, mas nada que se compare com Amor e casamento. É um overacting atrás do outro, seja na comédia, seja na tragédia. Para assistir e aguentar é preciso ter graduação em novelas mexicanas e pós-graduação em kdramas. Porém, no fim das contas, vale a pena.

Especialmente por causa da discussão social. Não apenas em relação à família tradicional sul-coreana, mas às outras questões apresentadas através dos demais personagens. Relacionamento com homens mais novos, divórcio, traição, casamento por interesse, etc.

Mesmo com todo o drama e as lágrimas intermináveis de Gi-young, a discussão de gênero permanece como sub-texto ao longo de toda a trama. Quem escreveu esse roteiro certamente queria passar uma mensagem. E passou. Claro, nesse caso, estavam pregando para uma convertida, mas quem sabe não abre os olhos de mais alguém por aí.

*****

Atores:
Gi-young - Park Si-yeon
Jo Eun-cha - Bae Soo-bin
Park Tae-yeon - No Min-woo
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domingo, 8 de setembro de 2013

Livro | Divagando | Séries literárias: a tentação, a armadilha e o vício

Eu realmente - realmente - deveria parar de ler séries literárias e começar a me interessar por livros "solos". Das últimas três séries que comecei a ler, todas estão inacabadas, e duas aguardam mais que dois livros para serem concluídas.
Jogos Vorazes - Suzanne Collins

O problema e a graça das séries é que é um jeito das histórias durarem mais tempo. Elas são feitas para quem gosta muito de livros, adora a sensação de entrar em um outro universo e tem enormes dificuldades para sair dele, como eu. Naquele momento em que a história acaba e você sente um vazio estranho, como se nunca mais fosse ver seus amigos novamente - os amigos que você fez no livro, conhecendo a história deles, compartilhando de seus momentos, enfim...

Ao final de um livro, você tem algumas opções:

1) Começar logo a ler outro livro - o que nem sempre é fácil, pois alguns livros fazem o leitor entrar de tal forma na história que é difícil sair.

2) Ler fanfictions. Mas há sempre o risco de não haver fanfics suficientes naquele fandom, ou os ficwriters serem muito ruins. Há também quem goste de escrever as próprias fics

3) Reler até quase enjoar. Cuidado com o "quase".

4) A terceira opção deve ser considerada antes mesmo de começar a ler qualquer livro. Trata-se simplesmente de passar a preferir livros que fazem parte de uma série. Assim, a história vai durar muito mais.

Considerações feitas, segue abaixo algumas das minhas experiências com séries literárias:

Harry Potter e a pedra filosofal - J. K. Rowling
Quando comecei a ler "Harry Potter", a série também estava inacabada, mas só faltava o sétimo livro ser lançado e eu tinha ainda seis outros livros para ler. Sem pressa, pois minha compulsão por leitura ainda não estava enraizada no meu ser, como é hoje.

Com "Jogos Vorazes", os três livros já tinham sido lançados e a série estava terminada, então lê-la foi quase indolor. E foi quando percebi que eu tinha essa fraqueza por séries, pois quando terminei, em minha leitura mais rápida até então (três livros em  dias), eu ainda queria mais. Como não havia, reli os três livros.

Os três livros de "O senhor dos anéis" eu li em uma edição de volume único, e nunca terminei o terceiro livro... claro que eu amo OSDA!!! Mas não estava com muita paciência de ver a viagem de volta dos hobbits ao Condado, após ter sérias dificuldades em passar por Tom Bombadil no primeiro livro. Isso quando os quatro pequeninos - Frodo, Sam, Pippin e Merry - estavam em seu caminho despreocupado até Bri. Eu sei que ainda há coisas para ler após o anúncio do casamento entre Faramir e Eowyn, especialmente no Condado, o que provavelmente me explicaria porque Frodo teve de partir... coisa que nunca entendi no filme. Mas realmente não estou afim. Talvez um dia, mas não vejo isso acontecendo em um futuro próximo.

Droga da Obediência - Pedro Bandeira

A série "Os Karas", de Pedro Bandeira, já havia sido concluída há muito tempo quando eu comecei a lê-la no primeiro ano do Ensino Médio. Os cinco livros levaram três anos para serem lidos. Eu terminei antes de começar minha história de amor com os livros de J.K. Rowling, os sete "Harry Potter". O que corrobora com minha suspeita de que foram esses livros que me iniciaram nessa tortura literária que é se tornar dependente de "livros-sequência".

"Os Karas" me fez querer mais ainda ler "Harry Potter", o que me levou a "O senhor dos anéis" e as coisas se seguiram, formando meu gosto literário de hoje.

Um dos livros que caíram na minha preferência a partir dessa tríade perigosa citada acima, foram os livros da série "A Torre Negra" de Stephen King, com seus sete livros já publicados, dos quais li apenas dois. Até agora. O motivo por trás do meu atraso é que o terceiro livro pertence ao meu namorado e ele o está lendo. Lentamente. Muito lentamente. (A implicância é gratuita, amor, por favor, não se sinta pressionado =P)

Ah, e não posso esquecer-me de outro autor brasileiro que anda me deixando curiosa por mais leitura: Eduardo Spohr e seu universo, com o recente lançamento do segundo livro da série "Filhos do Éden".

A guerra dos tronos - George R. R. Martim
Sem falar em George R. R. Martim, que surgiu na minha vida com suas "As crônicas de gelo e fogo". Na qual eu me encontro empacada no terceiro livro, com mais dois pela frente já publicados, e a perspectiva de mais dois ou três livros serem escritos e lançados sabe-se lá quando...

Tudo bem que há o pequeno, mas significativo, fato de consegui escapar de pelo menos uma armadilha das séries - sobrevivi sem danos permanentes ao primeiro livro da saga "Crepúsculo".

O que não me protegeu de "Cinquenta tons de cinza", mas foi uma leitura chiclete que chegou e passou, já superada. No entanto, fui pega por "Crossfire", romance erótico de Sylvia Day e por "O inferno de Gabriel", trilogia de Sylvain Reynard.

Outras séries também foram começadas, mas uma não vale a lembrança e a outra - "as crônicas vampirescas de Anne Rice" - foi apenas adiada.

Séries tornaram-se rapidamente um ciclo vicioso, que dá um  novo sentido ao termo "ressaca literária".

Se você decidir por esse caminho, você precisa ter duas coisas em mente:

1) Nem sempre a série que você começou a ler, já teve seu fim publicado, e é muito difícil esperar pelo próximo. Pergunte para qualquer fã de "A guerra dos tronos" e eles vão confirmar o que digo.

2) Você precisa ser forte para aceitar que aquele é mesmo o fim. Quando o sétimo e último livro de Harry Potter foi lançado, eu estava entre aqueles que tiveram alguma dificuldade para aceitar que não haveria um oitavo livro.

Quanto a mim, cá estou eu esperando, esperando, esperando... e acrescentando, eventualmente, mais séries literárias finalizadas ou não à minha lista. Faz parte da tortura auto imposta de uma leitora compulsiva, resignada, incurável e decididamente nada arrependida.

=D
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