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domingo, 10 de janeiro de 2021

Séries assistidas em 2020

Bom 2021 para o mundo. Mesmo porque, não deve ser muito difícil superar 2020, né. Mas hoje vamos falar de coisas boas, que é o fato de eu ter tido tempo de assistir várias séries legais esse ano que passou.

A começar por:


:|: Temporadas completas :|:


1. This is us - Sim, esse foi o ano em que eu finalmente comecei a assistir essa série maravilhosa, pela qual estou completamente apaixonada. Assisti às três temporadas que estavam disponíveis e sofri tendo que esperar pela 4ª, que devorei em pouquíssimo tempo. E agora aqui estou eu, esperando a 5ª temporada. Que agonia, gente.

2. Supernatural - Tá, eu sei que não é uma grande série, a melhor série do mundo, nem nada, mas assim... é minha paixão há anos. E quando eu soube que estavam se encaminhando para o final, eu sabia que precisava recuperar o tempo perdido. Eu tinha parado na 11ª temporada, então, quando troquei a Netflic pela Amazon Prime, eu finalmente consegui correr atrás. A 15ª temporada já está disponível e vou começar esse ano, mas estou adiando porque sei que vou sentir saudades.

3. Outsider (1ª temporada) - Essa série conta a história de um monstro que consegue assumir a forma de pessoas que ele fere, e que se alimenta de crianças. É baseado em um livro do Stephen King, meu autor favorito, então é claro que eu precisava ver... mas assim... eu não gostei do final. Eu não sei o que acontece com as séries baseadas nos livros do King, elas simplesmente não ficam boas.


4. The Vow (1ª temporada) - Essa série fala sobre a seita NXIVM, criada por Keith Raniere e que escondia um culto de escravidão sexual. É a seita da qual participava a Allison Mack (atriz de Smallville). Eu já estava bastante curiosa sobre essa história, então quando ouvi o episódio sobre a série no podcast Modus Operandi, eu fui correndo assistir. E não me arrependi.

Toda a construção dessa seita, como eles se vendiam como uma "empresa de auto aperfeiçoamento", mas na prática fazia lavagem cerebral nos seus membros, o que acabou permitindo a criação desse culto sexual.

O que me chocou é que as mulheres eram submetidas à uma marcação à ferro e então ficavam com as iniciais de Keith e Allison marcadas na pele, para sempre. É tão absurdo e nojento.

A série acompanha nessa primeira temporada a jornada de Mark e sua esposa Bonnie, e Sarah, quando eles decidem sair da seita, percebendo que havia algo muito errado. Através de imagens filmadas pelo próprio Mark (que é documentarista), eles falam sobre a estrutura da NXIVM e como eles se envolveram profundamente com ela. E como cada um percebeu que ela não era o que parecia.

A segunda temporada vai falar sobre a prisão de Keith e Allison e eu estou aguardando ansiosamente. A sentença do Keith já saiu e serão mais de 100 anos na cadeia.

 an

:|: Em andamento :|:



5. Em nome de Deus - tecnicamente eu ainda não terminei essa série, mas é porque é muito pesada e eu precisei priorizara minha saúde mental. Mas enfim... é uma série nacional, produzida pelo Pedro Bial, que fala sobre o "médium" João de Deus, preso em 2018 por assédio e estupro de suas "pacientes/fiéis". Tudo sobre esse cara é complicado, porque ele realizava cirurgias no seu centro e Abadiânia, era praticamente dono da cidade, tem processo por agressão e assassinato nas costas e no topo disso, estupro. Ele ficou conhecido no mundo todo, com a ajuda inclusive, de fiéis famosos, como a Xuxa e a Oprah. Eu tenho que respirar fundo e terminar.

6. Assédio - Ainda nessa pegada de The vow e Em nome de Deus, estou assistindo a série Assédio, da Globo, que fala sobre o médico Roger Abdelmassih, que foi preso por estuprar suas pacientes que iam à sua clínica para realizar inseminação artificial e realizar o sonho de serem mães. Cara... difícil. Ainda não terminei, porque... ai... você deve entender, né?

7. Arquivo X - Adivinha quem começou a assistir de novo, depois de abandonar na 4ª ou 5ª temporada? Isso mesmo!! Eu!!! Eu gosto dessa série, nem lembro por que parei. Voltei porque não tinha nenhum outro motivo para não voltar.


8. As Five - Eu não assisto Malhação há muitos anos. Pode colocar mais de 9 anos aí. E eu não assisti à temporada "Viva a diferença", só fiquei sabendo e me interessei vagamente. Assistindo à CCXP de 2019 eu soube que o elenco estaria de volta para fazer uma série spin off mais adulta e me interessei de novo... e agora estou assistindo e adorando. Não é bem sobre a minha geração, mas eu consigo entender. No fim, todas as gerações precisam "pertencer" e tem algo sobre a existência como mulher, que todas nós entendemos, entra ano, sai ano. Muito bom.


Espero que em 2021 eu consiga assistir mais séries e filmes excelentes!! 2020 conseguiu ser até bastante produtivo. :)

Feliz 2021 pra você que leu até aqui.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Resenhas - Outros formatos

Olá você!

Nesse post eu pretendo colocar os links para as resenhas que escrevi sobre outras obras da cultura pop, que não os livros. A intenção é que haja mais resenhas de quadrinhos, filmes e séries aqui no blog, mas enquanto não consigo um número suficiente para fazer um sub menu apenas para eles, vou deixar eles relacionados nesse post, okay?



| Quadrinhos |


1. | Naruto | Masashi Kishimoto |
2. | Graphic MSP | Turma da Mônica | Lações e Lições | Vitor Caffagi e Lu Caffagi |

| Filmes |


1. | Animais fantásticos e onde habitam | David Yates |
2. | Animais fantásticos: os crimes de Grindelwald | David Yates | Em breve
3. | It, a Coisa: Capítulo 1 | Andy Muschietti |
4. | Mulher-maravilha | Patty Jenkins | 

| Séries |


1. | Amor e casamento (K-drama)
2. | Between
3. | Titans - Temporada 1: parte 1 | DC Universe | 
4. | Titans - Temporada 1: parte 2 | DC Universe |

+

Eu volto em breve com mais atualizações nesse post!!

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Between - 1ª temporada - Netflix

Em uma pequena cidade chamada Pretty Lake, todos os habitantes com mais de 22 anos morrem misteriosamente em um curto espaço de tempo. O governo coloca a cidade em quarentena e isola os jovens dentro daquele perímetro. A partir daí, crianças, adolescentes e adultos em formação precisam superar suas perdas, organizar uma nova sociedade e lidar com as confusões frequentes. O que não dá muito certo. Nem na ficção, nem na realidade.

O que acontece é que a premissa não é nem original, nem se sustenta. No filme francês Cidade das crianças e no livro/filme inglês O senhor das moscas já vimos o que pode acontecer com crianças criando uma sociedade sem supervisão de adultos; No filme Simpsons - o filme e no livro/série Sob a redoma vemos no que dá uma cidade ficar completamente isolada do mundo. Ou seja, o criador Michael McGowan juntou essas duas premissas, misturou de qualquer jeito e fez uma série voltada para o público jovem... que não é boa.

Muito se comenta a respeito das histórias escritas e seriadas para o público adolescente. A maioria parece mais um copia e cola de outras obras. Basta adicionar um romance, um triângulo amoroso e um jovem para salvar o mundo e pronto: temos um sucesso de público inexplicável. O mesmo acontece com Between.

Pela própria premissa da série temos predominantemente adolescentes lidando com um mundo que é apenas deles. Sem adultos. Mesmo que, tecnicamente, você já possa considerar jovens de 18 a 21 anos como adultos, mas quem já passou dessa idade, sabe que a gente não se sente adulto até ter que trabalhar e pagar as dívidas...

De qualquer forma, a série tem um grupo de personagens principais:

Willey Day (Janette McCurdy, que praticamente sustentava ICarly como a inesquecível Sam). Willey começa a série como uma adolescente grávida, filho do reverendo, com uma relação difícil com os pais e a irmã mais velha, Melissa (Brooke Palsson). E termina  a série como uma mãe adolescente que abandonou o filho mais vezes do que o número de episódios (6 por temporadas) e tem uma conversa de 2 minutos com a irmã. Janette é a atriz mais esforçada do elenco, que é marcado por atuações ruins.

Adam Jones (Jesse Carere) é um gênio da computação, a grande promessa intelectual da cidade, e o único que parece realmente interessado em descobrir o que está acontecendo e quem está por trás de todos os estranhos eventos da cidade. Esse tinha tudo para ser o melhor personagem da série, aquele nerd abelhudo de quem todo mundo gosta. Porém, acaba completamente apagado pelo seu interprete. No começo dá até para deixar passar, achando que ele vai se encontrar no papel e que a coisa toda vai melhorar, mas não melhora. Pense numa pessoa que morreu e ainda não percebeu. É assim a atuação de Carere.

Gord é um personagem interessante, filho de fazendeiros que tem como sonho ir para o exército, já com 21 anos e perceptivelmente a pessoa com mais bom senso na cidade inteira. É a escolha óbvia para governar a cidade, mas não é o que acontece. Gord protagonista uma das falhas de roteiro mais confusas da série. Tem hora que você pensa que ele vai se envolver com Melissa, mas de repente aparece uma moça de uma comunidade de religiosidade extremista, e a trama toda não faz a menor diferença para o enredo. A atuação de Ryan Allen é passável, mas chama a atenção por outro detalhe gritante da série: atores com mais de 25 anos fazendo papeis de quem tem menos que 22. É de chorar.

Ronnie Creecker (Kyle Mac) é para ser o bad boy da trama. O rapaz sem responsabilidade que vai apanhar muito e aprender com a vida. Mas ele não erra só por ser um viciado. Não erra só por ameaçar a vida da irmã com Síndrome de Down de outro personagem. Ele também tenta violentar uma personagem! Olha só que bad boy bacana!

Chuck Lotts (Justin Kelly) é o jogador do time de futebol americano, o cara mais popular do colégio, o adolescente mais rico da cidade e o líder que os jovens escolheram para ajudá-los a enfrentar essa situação tão difícil. E Chuck é basicamente o filho playboy de um cara metido a besta. E só faz besteira. O que é em parte desculpável, considerando sua idade - 19 anos.

Mas o maior problema da série é o enredo. Em vários momentos, quando você pensa que a história daquele personagem está indo para um lado, no minuto seguinte muda tudo. E não é um plot twist digno de nota. É roteirista tentando consertar erro de enredo e cometendo outro erro em seguida. Personagens surgem do nada e somem de repente sem causar o menor impacto na trama. Sem falar em gente que aparece, some, e aparece de novo... só para sumir outra vez.

Esses garotos estão presos em uma situação limite, sem saber o que está acontecendo no mundo exterior, e precisam descobrir se o que o governo diz é verdade. E, adivinha, não é. Porém, ao invés de se unirem, eles não param de arranjar mais e mais motivos para brigar entre si.

Sem falar que as falhas de caráter de um personagem e a rixa de sua família com a de outro garoto são esquecidos magicamente quando o inimigo verdadeiro mostra a cara. Mas são rixas muito sérias para simplesmente serem postas de lado. E a escolha dos roteiristas para fazer isso acontecer é... boba.

A impressão que dá é que os episódios eram escritos, gravados, iam ao ar e depois o próximo episódio era escrito. O que servia ficava, o que não servia era esquecido. Resultado: gente morrendo gratuitamente.



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Between é uma co-produção do canal canadense City com a Netflix, e foi criada por Michael McGowan. Até o momento tem duas temporadas, cada uma com seis episódios.

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E você, já assistiu Between? Gostou? Discorda de tudo o que falei? Acha que devo assistir a segunda temporada? Por favor, deixe nos comentários e vamos conversar a respeito :)

Até a próxima semana e tchau!
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Titãs - 1ª temporada | DC Universe, Netflix (com spoiler) - parte 2

A série começa acompanhando a adolescente Rachel Roth, que convive com um segredo sombrio: ela está possuída por um demônio que precisa dela para vir ao mundo terreno. Rachel vê sua mãe ser morta por um membro de uma misteriosa organização que está atrás da menina. Desesperada, Rachel foge e acaba conhecendo o detetive Dick Grayson, fato que, em si, é uma enorme coincidência.

Isso porque, sem explicação alguma, Rachel já vinha tendo sonhos com essa pessoa. Logo no começo da série, mostra Rachel em um circo, onde estão se apresentando uma família de acrobatas. Porém, por algum motivo as cordas dos trapézios se rompem e os pais caem no chão sem proteção. O filho, o jovem Dick Grayson, é o único sobrevivente. A sequência termina com o telespectador descobrindo que tudo estava "acontecendo" ou melhor, sendo revivido, em um sonho de Rachel.

Após perder seus pais, Dick passa a viver sob a tutela do magnata Bruce Wayne. E (sabemos) Bruce é a identidade real do justiceiro mascarado Batman que, reconhecendo-se no garoto, decide também adotá-lo como seu parceiro mirim, o Robin.

Quando encontramos um Dick muito mais velho do que aquele dos sonhos de Rachel. Ele está trabalhando como detetive na polícia de Detroit e procura um novo propósito desde que abandonou o parceiro e tutor. Em uma situação bastante espelhada em sua própria experiência, Dick decide ajudar Rachel a descobrir qual é a misteriosa organização que está atrás da menina e o porquê.

Outra história que tem sua história introduzida em paralelo é Kory Anders, uma mulher sem memória que se vê de repente no meio de uma complicada rede de intrigas. De alguma forma relacionadas a uma adolescente que vive do outro lado do mundo. Kory percebe que a única forma de saber quem é, ou sua melhor chance, é seguir as pistas que a levarão até Rachel Roth...

Apesar de apostar nesse pano de fundo, durante vários episódios a série se desvia para contar sub tramas e apresentar personagens que não acrescentam muita coisa à trama central. Como a relação entre Hank Hall (Rapina) e Dawn Granger (Columba), dois anti-heróis que já trabalharam com Dick em missões passadas, ou os membros da Patrulha do Destino, em dois episódios fillers que sequer empolgam para justificar suas existências. Bom, a Patrulha do Destino vai ganhar uma série própria, mas permanece irrelevante na trama de Titans.


Mesmo o jovem Garfield, conhecido nos quadrinhos como Mutano, consegue mostrar a que veio e, apesar de sua habilidade de se transformar em qualquer animal, acaba optando sempre por um tigre de computação gráfica que entrega o baixo orçamento da série.

Mesmo com esses problemas, Titans consegue se manter interessante quando retoma a história de Rachel, sua relação com Dick (quase como irmã mais nova e irmão mais novo), e a relação deste com seu ex-mentor e seu substituto no manto de Robin, Jason Todd.

De fato, Dick e Rachel são as melhores coisas da série, mas o destaque maior é para ele, que mostrou ser um personagem interessante e não apenas um parceiro mirim que se tornou motivo de piada ao longo dos anos. Dick cansou de viver sob a sombra do Batman, mas não fica nem um pouco feliz ao descobrir que já foi substituído. Além disso, ele afirma não concordar com a impessoalidade e insanidade dos métodos de Bruce, mas também demonstra um talento perturbador para a violência - o que os roteiristas e a direção não têm qualquer pudor em mostrar.

Conhecendo um pouco do universo dos Titãs e do Batman, não é difícil se pegar imaginando as possibilidades de histórias que podem contar daqui em diante...



Titans não é perfeita, longe disso. O baixo orçamento desanima um pouco. Porém, tem potencial, se descobrir sobre quem ela quer falar, ao invés de fazer desvios por caminhos e personagens que, no fim das contas não interessam a ninguém.

P.S.: No mais, os atores estão bem em seus papeis, se considerar apenas o conjunto principal e o ator que interpreta Jason Todd:

Dick Grayson (Robin I) - Brenton Thwaites
Rachel Roth (Ravena) - Teagan Croft
Kory Ander (Estelar) - Anna Diop
Garfield Logan (Mutano) - Ryan Potter
Jason Todd (Robin II) - Curran Walters
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sábado, 12 de janeiro de 2019

Titans - DC Universe / Netflix (com spoiler) - parte 1

A série de TV




Nos EUA, a série foi exibida um capítulo por semana pela plataforma de streaming da DC Comics, a tal DC Universe e estreou no dia 12 de outubro de 2018. No Brasil, como não temos ainda acesso ao serviço, a série está no catálogo da Netflix desde o dia 11 de janeiro de 2019. Ela tem apenas 11 episódios na primeira temporada.

Apesar de alguns problemas técnicos e de enredo, nada me impediu de gostar, nem de ficar muito feliz por finalmente ver alguns dos meus personagens preferidos em live action. Eu estava muito ansiosa pelo lançamento e depois fiquei ainda mais angustiada esperando chegar na Netflix Brasil... agora que a série está aqui, percebi que talvez fosse necessário um background antes de escrever a resenha.

É por isso que fiz esse texto introdutório, recomendado apenas para iniciantes no universo Titã da DC Comics. Eu não sou especialista quando o assunto é Teen Titans, mas sou uma admiradora e não quero ser leviana.

Robin - Dick Grayson




Muita gente deve conhecer o herói Robin, parceiro mirim do Batman, que já faz parte do imaginário popular desde sua primeira aparição em 1940. De polêmica em polêmica, o personagem foi sobrevivendo, mas ao contrário de seu parceiro mais velho, pouca gente sabe sua verdadeira identidade.

Para começo de conversa, o manto de Robin foi usado por vários personagens ao longo dos anos, mas o primeiro a dar vida ao herói foi o jovem Dick Grayson. Ele era membro de uma família de acrobatas, mas viu seus pais sofrerem um terrível acidente durante uma apresentação e se tornou órfão. Bruce Wayne (o Batman), que sabe melhor do que ninguém o que é ver seus pais morrerem, decide ser seu tutor legal... e acaba também treinando-o para ser seu parceiro no combate ao crime. 

Dick assumiu o manto do Robin ainda na pré-adolescência. Não exatamente o modelo de tutela que assistentes sociais aprovariam, mas foi o que aconteceu. De fato, Bruce se esforçou para não assumir a figura paterna da qual Dick precisava e até hoje - nos quadrinhos - essa dinâmica pai-filho / tutor-tutelado é complicada e cheia de vai-e-vem.

Depois de anos como sidekick do Batman, Dick rompe suas relações com o tutor e se junta a uma nova equipe, formada por ele e outros sidekicks. Eventualmente, Batman pede o manto de Robin de volta, complicando ainda mais a relação deles, e Dick é obrigado a assumir uma nova identidade heróica: Asa Noturna (Nightwing).

Novos Titãs originais (Teen Titans)




A versão original dos Novos Titãs era muuuuuito diferente das animações Teen Titans, Teen Titans Go e a nova série da DC Universe/Netflix. Na realidade, os membros originais eram os sidekicks dos demais membros da Liga da Justiça.

Dick Grayson / Robin - tutelado do Batman / Bruce Wayne
Donna Troy / Moça-Maravilha - irmã da Mulher-Maravilha / Diana Prince
Roy Harper / Ricardito - filho-adotivo do Arqueiro Verde / Oliver Queen
Garth Kaldur / Aqualad - filho-adotivo do Aquaman
Wally West / Kid Flash - sobrinho do Flash / Barry Allen

Eram literalmente versões mais novas dos personagens mais consagrados da DC Comics e que tinham como meta tornarem-se melhores que aqueles heróis que os sucediam. Houve muito drama e muitas perdas ao longo da trajetória do grupo original e muitos deles hoje assumiram mantos de outros heróis (alguns assumindo inclusive os mantos de seus tutores por algum tempo).

Novos e melhorados Titãs




Já com o manto de Asa Noturna, Dick se vê novamente à frente do grupo, mas com outros membros para liderar. Nessa nova versão, somos apresentados a alguns dos personagens que foram introduzidos também na série: Estelar (Kory Anders), Mutano (Garfield Logan) e Ravena (Rachel Roth). Tiveram outros, mas vou focar nesses, se quiser acabar esse post ainda hoje.

Os personagens ficaram mais populares através da animação Novos Titãs, que era muito boa e que por nenhum motivo compreensível por mim, foi reinventado em uma animação mais infantil chamada Teen Titans Go.

Provavelmente esse foi o motivo da DC Comics ter escolhido esses personagens como protagonistas da nova série. Decisão que eu entendo e apoio, apesar de ficar triste por não ver a versão original da equipe em nenhuma adaptação.

Porém, como não posso fazer nada a respeito, também não tenho nada do que reclamar...

[Parte dois]
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