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sábado, 10 de agosto de 2019

139. Resenha | Belas adormecidas - Stephen King e Owen King

Considerações iniciais

Mais um livro do Stephen King para a minha crescente lista de leituras e mais um que merece uma resenha. Só que esse foi co-escrito por seu filho Owen King. A premissa de Belas adormecidas teria me atraído mesmo que não fosse um livro de um ou mais "King". Porém, não sei se eu teria chegado ao final desse, caso os autores fosse outros...

Sinopse

A história se passada em Dooling, uma cidade pequena no interior dos EUA. Ao redor do mundo todas as mulheres adormecidas estão sendo envoltas magicamente em casulos e, apesar de vários dias, semanas e meses se passarem, nenhuma mulher acorda; o que deixa o mundo abandonado aos homens. Além disso, sempre que alguém tenta arrancar as membranas dos casulos e acordar alguma mulher, tudo o que consegue é vê-la se tornar uma besta furiosa e ser morto pela própria mãe, esposa, filha, etc.

Logo, os homens do mundo todo começam a fazer - no que parece ser a opinião dos King - o que eles geralmente fazem: merda! Enquanto alguns criam brigadas para incendiar as mulheres adormecidas - não fica claro o motivo -, outros estão determinados a defendê-las.

E é em Dooling que Stephen e Owen vão demonstrar melhor essa dualidade de motivações.

De um lado, temos Clint Norcross. Ele é o psiquiatra do Presídio Feminino de Dooling e marido da xerife Lila. Quando a chamada Gripe Aurora começa, ele não precisa se preocupar apenas com a esposa e mãe de seu filho, mas também com todas as detentas da prisão - pois a diretora também acaba pegando no sono em algum momento e deixando tudo não oficialmente a seus cuidados.

Entre as detentas que ficam sob a responsabilidade de Clint, há uma em especial: Eve Black.Ela é uma mulher misteriosa que chegou à cidade no mesmo dia em que a Aurora teve início. Eve diz ser a responsável por tudo o que está acontecendo no mundo e não é difícil acreditar nisso, pois ela não é nem um pouco tímida quanto a demonstrar seus poderes sobrenaturais.

Ao ser convencido por Eve sobre a natureza dela e sobre sua missão, Clint Norcross descobre ter inimigos armados e desesperados por toda a cidade.

Assim, conhecemos seu maior oponente, Frank Geary, o agente de Controle de Animais. É através dele que os King fazem a maior parte de suas críticas aos homens e à sociedade patriarcal. Frank está separado da esposa por ser muito violento e impulsivo, mesmo com sua filha Nana. Mesmo sabendo de seu "problema", Frank se recusa a admitir sua culpa e a coloca inteiramente na ex-mulher. No entanto, quando a Aurora começa, é seu amor pela filha que o coloca em ação. Ao saber que há uma mulher na prisão de Dooling que é imune à "doença", ele não vai parar até colocar as mãos nela.

Porém...

Ao passo que essa premissa é muito boa e ver homens puxando a orelha de outros homens por serem impulsivos, machistas e irracionais seja sempre bom, a realização deixa a desejar. Não que o livro seja ruim, apenas e longo demais. Qualquer um que já tenha lido um livro do Stephen King, sabe que o autor tem a tendência de contextualizar todos os personagens. Aqui não é diferente, apesar de não ser possível diferenciar as passagens escrita pelo pai ou pelo filho.

Durante a leitura das 722 páginas foi difícil não achar muitas passagens desnecessárias. Sçao muitos personagens por todo lado e quase todos têm suas histórias contadas, mesmo que você não tenha interesse em lê-la. Isso geralmente funciona comigo, mas não dessa vez.

Como eu disse antes, ver homens criticando comportamentos masculinos ultrapassados é sempre bem vindo, porém nesse caso foi um pouco demais. Mesmo que brevemente se tenha indicado que mulheres também têm defeitos, na maior parte do tempo os homens são tratados como "o grande problema do mundo". Eles trazem a guera e o caos, enquanto as mulheres seriam as criadoras de uma sociedade mais pacífica e modesta. Isso vindo de alguém que concebeu a cena do banheiro no início de Carrie, a estranha, me parece um tanto utópico.

Não quero dizer com isso que os autores não tenham razão nas coisas que eles expõem e confio que a intenção deles foi o exagero, mesmo. Mas... olha, eu sou mulher, cresci entre mulheres e, apesar de não nos comportarmos como os garotos, temos nossas próprias disputas territoriais, nossa hierarquia social e rivalidades pouco saudáveis.

Prefiro ter mais fé nos homens do que Stephen e seu filho parecem ter. Talvez eles conheçam o próprio gênero melhor que eu, assim como eu conheço o meu gênero melhor que eles. Ambas as premissas são verdadeiras e talvez eu esteja apenas escrevendo bobagens. É provável.

Geralmente, todo livro do Stephen King que eu leio começa com 4 de 5 estrelas no meu Skoob. Porém, no final da leitura, Belas adormecidas caiu para 3 de 5 estrlas. Ainda é bom! Só não tanto quanto eu esperava que fosse.



+++++

Para você que leu até aqui, eu espero que tenha gostado, ou que tenha sido útil. Eu gostaria de reforçar que, se eu tiver sozinha em qualquer ambiente e de um lado tiver uma mulher e do outro um homem, eu vou para o lado dela. Eu não tenho coragem de pegar Uber, porque a ideia de entrar sozinha no carro de um cara desconhecido me assusta. Então, sim, eu acho que os King estão mais próximos da verdade do que eu... mas isso não muda o fato de que eu fiquei um pouco decepcionada com esse livro, mesmo recomendando a leitura...

Para mais resenhas e outros posts sobre o Stephen King, por favor, acesse esse link.

Não se esqueça de deixar comentários com dúvidas, sugestões e opiniões e tenha um ótimo dia!!
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Titãs - 1ª temporada | DC Universe, Netflix (com spoiler) - parte 2

A série começa acompanhando a adolescente Rachel Roth, que convive com um segredo sombrio: ela está possuída por um demônio que precisa dela para vir ao mundo terreno. Rachel vê sua mãe ser morta por um membro de uma misteriosa organização que está atrás da menina. Desesperada, Rachel foge e acaba conhecendo o detetive Dick Grayson, fato que, em si, é uma enorme coincidência.

Isso porque, sem explicação alguma, Rachel já vinha tendo sonhos com essa pessoa. Logo no começo da série, mostra Rachel em um circo, onde estão se apresentando uma família de acrobatas. Porém, por algum motivo as cordas dos trapézios se rompem e os pais caem no chão sem proteção. O filho, o jovem Dick Grayson, é o único sobrevivente. A sequência termina com o telespectador descobrindo que tudo estava "acontecendo" ou melhor, sendo revivido, em um sonho de Rachel.

Após perder seus pais, Dick passa a viver sob a tutela do magnata Bruce Wayne. E (sabemos) Bruce é a identidade real do justiceiro mascarado Batman que, reconhecendo-se no garoto, decide também adotá-lo como seu parceiro mirim, o Robin.

Quando encontramos um Dick muito mais velho do que aquele dos sonhos de Rachel. Ele está trabalhando como detetive na polícia de Detroit e procura um novo propósito desde que abandonou o parceiro e tutor. Em uma situação bastante espelhada em sua própria experiência, Dick decide ajudar Rachel a descobrir qual é a misteriosa organização que está atrás da menina e o porquê.

Outra história que tem sua história introduzida em paralelo é Kory Anders, uma mulher sem memória que se vê de repente no meio de uma complicada rede de intrigas. De alguma forma relacionadas a uma adolescente que vive do outro lado do mundo. Kory percebe que a única forma de saber quem é, ou sua melhor chance, é seguir as pistas que a levarão até Rachel Roth...

Apesar de apostar nesse pano de fundo, durante vários episódios a série se desvia para contar sub tramas e apresentar personagens que não acrescentam muita coisa à trama central. Como a relação entre Hank Hall (Rapina) e Dawn Granger (Columba), dois anti-heróis que já trabalharam com Dick em missões passadas, ou os membros da Patrulha do Destino, em dois episódios fillers que sequer empolgam para justificar suas existências. Bom, a Patrulha do Destino vai ganhar uma série própria, mas permanece irrelevante na trama de Titans.


Mesmo o jovem Garfield, conhecido nos quadrinhos como Mutano, consegue mostrar a que veio e, apesar de sua habilidade de se transformar em qualquer animal, acaba optando sempre por um tigre de computação gráfica que entrega o baixo orçamento da série.

Mesmo com esses problemas, Titans consegue se manter interessante quando retoma a história de Rachel, sua relação com Dick (quase como irmã mais nova e irmão mais novo), e a relação deste com seu ex-mentor e seu substituto no manto de Robin, Jason Todd.

De fato, Dick e Rachel são as melhores coisas da série, mas o destaque maior é para ele, que mostrou ser um personagem interessante e não apenas um parceiro mirim que se tornou motivo de piada ao longo dos anos. Dick cansou de viver sob a sombra do Batman, mas não fica nem um pouco feliz ao descobrir que já foi substituído. Além disso, ele afirma não concordar com a impessoalidade e insanidade dos métodos de Bruce, mas também demonstra um talento perturbador para a violência - o que os roteiristas e a direção não têm qualquer pudor em mostrar.

Conhecendo um pouco do universo dos Titãs e do Batman, não é difícil se pegar imaginando as possibilidades de histórias que podem contar daqui em diante...



Titans não é perfeita, longe disso. O baixo orçamento desanima um pouco. Porém, tem potencial, se descobrir sobre quem ela quer falar, ao invés de fazer desvios por caminhos e personagens que, no fim das contas não interessam a ninguém.

P.S.: No mais, os atores estão bem em seus papeis, se considerar apenas o conjunto principal e o ator que interpreta Jason Todd:

Dick Grayson (Robin I) - Brenton Thwaites
Rachel Roth (Ravena) - Teagan Croft
Kory Ander (Estelar) - Anna Diop
Garfield Logan (Mutano) - Ryan Potter
Jason Todd (Robin II) - Curran Walters
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sábado, 1 de julho de 2017

Mulher-Maravilha - Patty Jenkins

Finalmente um filme sobre uma heroína! Depois de anos vendo as mais variadas versões de Batman, Superman - e Homem-aranha, pela Marvel - chegou a vez da Mulher-Maravilha. Ela faz parte da Trindade de heróis da DC Comics, os três heróis mais poderosos e influentes do universo criado pela editora.

A heroína até teve sua série de TV e sua importância nos desenhos animados - longas e seriados. Mas em um mundo dominado pela Cultura Pop, por dezenas de filmes de super heróis lançados anualmente, já estava ficando feio ignorar essa personagem tão importante para a história dos quadrinhos...

Não que a gente não tivesse a Viúva Negra nos filmes da Marvel, mas convenhamos, temos 2 Os vingadores, 2 Capitão América, 1 Hulk, 2 Thor (+1 por sair) e 3 Homem de Ferro... e nenhum filme da Viúva Negra... ou do Gavião Arqueiro...

Ah, Soraya, mas Marvel e DC são editoras diferentes e...

Concordo, mas estou falando de forma generalizada de propósito. Na própria DC Comics, como comentei em cima, tivemos várias versões dos outros dois membros da Trindade, e só agora, no meio de 2017, é que finalmente conseguimos um filme para a Mulher-Maravilha. Nem estou falando por vieses feministas, nem nada... apenas estou dizendo que já não era sem tempo. Além disso, não vamos esquecer que ela foi a única coisa da qual ninguém pode reclamar em Batman vs Superman: a origem da justiça. E olha que sou do time que gostou do filme, apesar dos pesares.

*

Diana (Gal Gadot) é uma princesa amazona, que passou a sua vida inteira em Themyscira (ou Ilha Paraíso), uma ilha que permanece escondida do mundo dos humanos por milênios. Sem contato com homens e com as coisas que estão acontecendo no mundo deles, Diana é uma guerreira poderosa, porém inocente. Até que seu mundo de repente colide com o de Steve Trevor e seu destino começa a se mostrar para ela.

Steve Trevor é um espião do exército americano, que cai na ilha de Themyscira durante sua fuga do exército alemão - sempre eles. Ele é salvo por Diana e mais tarde, interrogado com ajuda do laço da verdade. Ele relata que o mundo está enfrentando uma guerra de proporções mundiais (mais tarde conhecida como Primeira Guerra Mundial) e que ele possui informações que podem colocar um fim ao conflito.

Hipólita, mãe de Diana e líder das amazonas, acredita que essa é a guerra pela qual estavam esperando, desde que Ares - o deus da guerra - desapareceu há milênios. No entanto, após tantos anos vivendo em paz e desejando proteger sua única filha do destino que a aguarda, Hipólita não quer tomar parte nos assuntos dos humanos. Algo de que Diana discorda, tendo passado a vida inteira se preparando para essa ocasião.

Diana, então, vai contra as ordens de sua mãe e decide partir com Steve para a Inglaterra, com o propósito de encontrar e enfrentar Ares.

Assim que chega em uma Inglaterra cinza e tomada pela guerra, Diana tem seu primeiro choque de realidade. Ao longo do filme, não faltam momentos em que Diana se depara com situações que a deixam ao mesmo tempo confusa e revoltada.

*

O que é interessante sobre esse filme é justamente a protagonista, que não segue o padrão do mito do herói e em nenhum momento foge do perigo. Ela quer se tornar uma guerreira, ela não espera que alguém a proteja, nem a oriente o tempo todo. Quando uma situação difícil se impõe, Diana é a primeira a ir enfrentá-la e salvar o dia... mais de uma vez!

Seu coadjuvante, Steve Trevor (Chris Pine), também é um personagem interessante. Se esse filme fosse um blockbuster comum, ele seria o herói que salvaria a mocinha e se colocaria em perigos desnecessários explicados apenas por um enredo cheio de testosterona. Aqui, ele se vê na inusitada situação de alguém que descobre que existe uma ilha escondida da humanidade, onde mulheres são guerreiras poderosas, que falam sobre deuses e um passado muito mais antigo do que ele possa imaginar. Mais do que isso, ele está acompanhado de Diana, uma mulher capaz de enfrentar um exército sozinha e levantar tanques de guerra! O que um simples homem poderia fazer para protegê-la?

Não que ele não tente. A inocência de Diana e sua paixão pela humanidade entram em conflito com as experiências de Steve e o tempo todo ele tenta fazê-la entender que o mundo real - o seu mundo - é cruel e que, às vezes, as pessoas são más, sem precisar da influência de um deus. E ele pode estar certo quanto a isso.

*

O final é a mais fraca do filme. Filmes de heróis têm dessas coisas, a necessidade de um final boss, uma luta espetacular entre dois personagens que estão acima dos demais personagens. É justamente a necessidade de repetir isso nesse filme, que faz com que a conclusão seja apressada e um pouco fora do tom. Porém, não chega a estragar a obra, que entrega aquilo que todo fã da DC Comics, de quadrinhos, do antigo desenho da Liga da Justiça queriam ver há muito: um bom filme com uma boa heroína.

[ATUALIZADO: Houveram outros filmes com heroínas, como Mulher-Gato, Eléctra, etc. Mas qualquer um que viu esses filmes, sabe que eles nem deveriam contar...]
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Livro | Resenha | Uma longa jornada - Nicholas Sparks

Esse foi o segundo livro de Nicholas Sparks que eu li. O primeiro foi Diário de uma paixão, que como é possível ver na minha resenha, eu gostei. Sua adaptação cinematográfica está até hoje entre os meus filmes favoritos e eu não me arrependo de ter elogiado essa primeira experiência.

Assim como aconteceu na primeira leitura de Nicholas Sparks, também fui ler Uma longa jornada após assistir ao filme (vários meses depois). O filme não tem nenhum ator muito conhecido, a menos que você reconheça Melissa Benoist (de Glee e Supergirl) como a amiga da protagonista, e Scott Eastwood, que basicamente é filho do Clint Eastwood. A grande vantagem do filme em relação ao livro é que ele faz parte daquela curiosa e rara categoria de adaptações que são melhores que suas obras originais.

Por quê? Porque a impressão que o livro dá é que a jornada é realmente muito longa. O filme, em contrapartida, é mais direto, dura menos tempo e dá uma dinâmica mais interessante ao encontro dos protagonistas das duas partes da história.

Explico. O livro é dividido em duas narrativas, que se interrompem ao longo de todo o livro. Começamos acompanhando a narração em primeira pessoa na voz de Ira, um senhor de 91 anos, que sofreu um acidente de carro e, em meio a seu desespero e delírios, começa a reviver momentos de sua vida com a falecida esposa, Ruth.

Logo em seguida, conhecemos Luke e Sophia, dois jovens que vêm de ambientes muito diferentes, se conhecem e se apaixonam sem motivo nenhum.

Então, passamos por essas histórias que a gente sabe que vão se interligar em algum momento, mas parecem nunca chegar lá. E, quando chega... não temos a recompensa esperada.

Falando especificamente sobre Ira e Ruth, mais uma vez Sparks apela para o romance leve e meio brega de duas pessoas que envelhecem juntas e se amam incondicionalmente. É uma história bonitinha e sempre me pega, quando toca na questão de perder um companheiro de uma vida inteira. Uma ideia assustadora, se você parar para pensar nisso também. No entanto, correndo o risco de ser repetitiva, tanto drama e romance torna impossível que a história não soe brega.

Sobre Luke e Sophia, eu não poderia me importar menos com dois protagonistas. Nada contra, eles são até simpáticos, mas não consegui me ligar a eles. O tempo todo Sophia era pintada como aquela garota boa, criada pelos pais amorosos, que só teve uma experiência sexual e precisa de um homem protegendo-a. Sério. A primeira interação entre ela e Luke é quando ele vem defendê-la do ex-namorado agressivo. Mais clichê impossível.

Luke, por sua vez, é um cowboy, peão de rodeios, o típico cara selvagem-bonzinho-romântico que parece um imã para mulheres. O motivo principal de eu não ter ido com a cara dele é que eu sou totalmente contra usar animais para esportes, ainda mais quando o "esporte" em questão envolve tortura e maus tratos. Desculpa, Luke, mas você é uma pessoa ruim só por apoiar isso.

Durante a maior parte do tempo em que eu lia os capítulos de Luke e Sophia, eu queria voltar a ler os capítulos de Ira. E quando ia ler os capítulos de Ira, queria que ele fosse um pouco mais direto ao ponto.

Resultado? Levei meses para ler um livro de 361 páginas e não valeu a pena. Além disso, não me vejo lendo outro livro do Nicholas Sparks tão cedo.

:::::


Se tiver alguém aí que tenha gostado do livro, por favor, não me odeie. Algumas histórias simplesmente não funcionam para todo mundo. E, pode deixar nos comentários qual é a sua opinião sobre o livro e sobre o autor.

Tenham uma boa semana e até a próxima.
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sábado, 12 de novembro de 2016

Filme | Resenha | Doutor Estranho



Sinopse:

Doutor Stephen Strange (sim, é "estranho" em português) é um neurocirurgião muito talentoso e bem reconhecido no meio. Sua inteligência e habilidade garantiram muito dinheiro e fama, e ego inflado. Um dia, Strange sofre um grave acidente de carro e suas mãos são os membros mais prejudicados, impossibilitando que ele exerça mesmo as tarefas mais simples e interrompendo sua carreira bem sucedida.
Depois de tentar vários métodos para recuperar os movimentos das mãos, Strange vai para Catmandu, no Nepal, em busca de um ancião que ele acredita ter meios para curá-lo. O que ele encontra, porém, é algo muito diferente do que estava esperando... A Anciã, que não chega a receber um nome, mostra-lhe conceitos de feitiçaria que ele acreditava serem absurdos antes.
Stephen Strange se une aos monjes em busca de autoconhecimento, aprimoramento espiritual e conhecimentos místicos sobre o espírito e o multiverso. Um dia, pesquisando na biblioteca, ele encontra um livro com feitiços de tempo e descobre que outro feiticeiro, Kaecilius, roubou uma das páginas do livro proibido para uso próprio.
O plano de Kaecilius é abrir um portal para a chegada de Dormammu, um demônio da Dimensão Negra, que quer invadir a Terra e destruir o planeta.

Os atores



Benedict Comberbatch é o responsável por dar vida a Stephen Strange e, como não podia deixar de ser, é muito bem sucedido nessa missão. Ele não só se parece com o personagem, como consegue transitar entre a arrogância, a elegância e a leveza que se tornou característica dos filmes da Marvel.
Tilda Swilton, no entanto, rouba a cena interpretando a Anciã, que é a personagem mais badass. A sequência em que ela luta contra Kaecilius na dimensão espelho é simplesmente fantástica.
O que eu não gostei muito foi da personagem da Rachel McAdams. A atriz está ok no papel, mas aceita excepcionalmente rápido a nova condição de Stephen Strange como um mago supremo capaz de projetar o espírito para fora do corpo e abrir portais para o outro lado do mundo. Há química entre Comberbatch e McAdams, mas ainda há um longo caminho a percorrer para fazer esse casal pegar.

Opinião



Esse é um dos filmes conceitualmente mais complicados da Marvel. Ele fala sobre dimensões e multiversos, conceitos metafísicos que costumam dar um nó na cabeça dos "não iniciados" e sobre projeção astral, conceito que depende da sua crença na alma. Há muita gente que só acredita no corpo e mente, por exemplo. No entanto, o filme consegue abordar esses temas com certa leveza e apresentar o universo de Doutor Estranho para os leigos como eu.
A história em si não é grande novidade. Já vimos pupilos se voltando contra seus mestres. Já vimos um personagem com ego elevado se transformar com ensinamentos sobre humildade e generosidade. Já vimos um super ser de outra dimensão tentando conquistar a Terra. Já vimos "A origem"... O que a Marvel fez foi colocar tudo isso em um pacote psicodélico, metafísico e bastante divertido.




Dica: fique até o fim, tem duas cenas pós-créditos. Aliás, se você é fã da Marvel e não sabe que eles sempre colocam cenas pós créditos... você não é fã da Marvel.

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Enfim, essa foi a minha primeira resenha de filme :P Espero que tenham gostado e nos vemos na próxima semana, com Animais Fantásticos e onde habitam. Uma boa semana para você e até lá.

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(Críticas e sugestões no campo de comentários do blog).

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