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sábado, 24 de julho de 2021

Resenha de bolso - 03 | A moreninha (Joaquim Manuel de Macedo) e Senhora (José de Alencar)

Nem todo livro pedido na escola é um completo desperdício... para algumas pessoas. Esses dois livros são exemplos de livros nacionais, clássicos, que li na escola e pelos quais me apaixonei de cara. Hoje eu os trouxe para a terceira edição do Resenha de Bolso!


5. Título: A moreninha | Autor: Joaquim Manuel de Macedo

A moreninha foi publicado em 1844 e faz parte do Romantismo, sendo também considerado o primeiro livro que retrata costumes tipicamentes brasileiros. Joaquim Manuel de Macedo estava se formando em medicina na época da publicação, mas acabou desistindo da carreira para se dedicar ao jornalismo e à literatura.

O romance conta a história de Augusto, estudante de medicina, que jura não estar interessado em relacionamentos longos. Seus amigos, então, fazem uma aposta: se Augusto se apaixonasse por mais de quinze dias, ele teria que escrever um livro contando a história desse amor.

Sendo assim, os quatro amigos vão passar um feriado na casa da avó de Filipe, onde Augusto conhece Carolina, prima de Filipe... e por quem acaba se apaixonando. No entanto, há um problema (que não é o fato dela ter apenas 14 anos): Augusto prometeu amor eterno e fidelidade a uma jovem que conheceu 7 anos antes (quando também era criança).

A história é bastante simples e até meio boba, considerando a promessa de uma criança a outra criança, e que isso seria um impedimento para que o protagonista vivesse um romance real. Mesmo assim, é um livro gostoso de ler, bom para quem tem medo do palavreado complicado e tramas dramáticas com as quais a gente acaba se deparando nas obras do Romancismo brasileiro.

É um livro fofo. Não sei se pode agradar todo mundo, mas eu li quando tinha doze anos e coloquei direto na minha lista de favoritos nacionais.


6. Título: Senhora | Autor: José de Alencar

Outro livro que também pertence ao Romantismo, Senhora foi publicado em 1874. Junto com Lucíola (1862) e Diva (1864), faz parte de uma série de livros conhecida como "Perfis de Mulher", de José de Alencar. As histórias em si não têm relação entre si, mas eu não ainda preciso estudar muito sobre o assunto para falar sobre, então... continuando...

A narrativa trata dos preparativos e primeiro ano de casamento de Aurélea e Fernando Seixas. Ela, uma jovem herdeira com muitos pretendentes na sociedade carioca, mas que acaba escolhendo Fernando como seu noivo, apesar dele não ter as mesmas condições financeiras. Mais pra frente, o leitor descobre que o casal já se conhecia há muitos anos e que a história deles havia encontrado um fim abrupto.

O livro fala sobre as relações sociais na sociedade burguesa da época, como as mulheres precisavam ter bons dotes para conseguir maridos e como, muitas vezes, um relacionamento inocente podia ser corrompido por interesses financeiros.

É também um livro muito bom para enteder os costumes da sociedade brasileira durante o período imperial.


Ambos os livros eu reli mais de uma vez e Senhora fez parte das minhas leituras de 2020. Mas devo dizer que, dos dois, esse Senhora foi um pouco mais difícil de ler, porque José de Alencar não era muito apegado à ideia de facilitar. Ele faz muitas descrições e usava palavras muito difíceis. Mas você pega o ritmo.

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sábado, 17 de julho de 2021

Resenha | Fortaleza digital - Dan Brown

Título: Fortaleza Digital | Autor: Dan Brown | Tradução: Carlos Irineu da Costa | Editora: Sextante | Edição: 2008

Sinopse: A NSA (Agência de Segurança Nacional) é uma agência americana que, entre outras coisas, intercepta mensagens criptografadas vindas de todos os lugares, que podem conter informações importantes para o serviço de inteligência e ao combate ao terrorismo. Milhares de mensagens são analizadas pelo super computador TRANSLTR todos os dias, o que já ajudou a impedir vários ataques terroristas. No entanto, para muitos, a existência de um super computador capaz de espionar todos os computadores do mundo representa um limite muito questionável entre a segurança nacional e o direito dos cidadãos à privacidade.

Um desses críticos é Ensei Tankado, um ex agente da NSA que hoje luta para que a existência do TRANSLTR seja conhecida do público em geral. Com esse objetivo, ele cria o FORTALEZA DIGITAL um código que Ensei alega ser "inquebrável". Ao colocar esse código disponível na internet e ameaçar fazer um leilão da chave, Ensei chantagea a NSA: para evitar que o código seja leiloado, a agência deve revelar a existência do TRANSLTR.

*

Susan Fletcher é chefe do departamento de Criptografia da NSA e é chamada pelo comandante Trevor Strathmore para ajuda-lo a lidar com a situação. Quando chega, percebe que o TRANSLTR está há horas trabalhando para desencriptar um mesmo código, o que ela nunca imaginou ser possível. Segundo Strathmore, essa é uma prova de que o FORTALEZA DIGITAL realmente é o que promete: um código inquebrável. Susan percebe todas as implicações de ter esse código liberado para uso de grandes coorporações ou terroristas ao redor do mundo e sugere que a NSA aceite as condições de Tankado... só tem um problema: Ensei Tankado morreu na Espanha há algumas horas.

A partir daí começa uma corrida contra o tempo. Enquanto Susan e Strathmore tentam encontrar NORTH DAKOTA, parceiro de Tankado e possuidor de uma das cópias da chave, David Becker - que não tem nada a ver com a NSA, além do fato de ser namorado de Susan - é mandado por Strathmore para a Espanha, para tentar encontrar a chave original. No entanto, quanto mais David corre atrás das pessoas que teriam estado próximas de Ensei no momento de sua morte, mais aleatória parece sua busca.

Portanto, ao longo do livro todo o leitor vai acompanhando trechos desses dois núcleos, enquanto o autor vai parando para explicar o que é a NSA, o que é criptografia, o que é o TRANSLTR... isso quando não para para explicar a relação entre os personagens principais - o que é até relevante; ou a relação de personagens segundários - o que não é nem um pouco relevante.

Fortaleza Digital é o primeiro livro do escritor americano Dan Brown, que se tornou sensação mundial com o livro O código da Vinci. E é um livro chato. Não consegui me importar com os personagens. Até achei que a ação acontecendo na Espanha seria mais interessante que as horas maçantes no Departamento de Criptografia, mas quando estava em um lugar, queria estar em outro. Não raro eu senti vontade de pular partes e ir logo para a resolução do problema: o professor universitário e sua bela companheira inteligente, sabendo mais que todas as outras pessoas presentes.

A questão a respeito da espionagem americana, o direito de acesso a dados para evitar ataques terroristas versus o direito à liberdade individual dos cidadãos foi outra coisa que não me convenceu. Eu não gosto da ideia de vigilância completa, por quaisquer fins e acho que a linha que separa a segurança da invasão de privacidade é muito tênue. E certamente não confio no Governo para traçar essa linha. Então, muitas vezes, eu estava torcendo pelo sucesso do plano do Tankado... As pessoas deveriam pelo menos ter o direito de saber que existe um super computador analisando cada um dos seus dados! Essa questão moral por trás desse tema foi uma das coisas que me manteve distantes dos personagens. Para eles, o importante era manter o trabalho da NSA funcionando a todo custo. Eu não quero essas pessoas perto de mim.

Aqui, um mini spoiler, que se eu fosse spoilerfóbica, eu pularia: me incomoda muito que os "capangas" dos vilões do Brown sejam pessoas com algum tipo de necessidade especial ou sejam diferentes. Em O código Da Vinci, Silas, assassino que trabalha para a Opus Dei (ou quase isso), é um albino. Aqui, o assassino da NSA é surdo. Uma coisa é trazer inclusão, outra coisa é você colocar essas pessoas como tendo um caráter bem... duvidoso. Não sei se é coisa da minha cabeça, só li esses dois livros dele, mas foi o suficiente para me incomodar. Fim do mini spoiler.

Outra coisa que nessas duas leituras de Dan Brown me incomodaram: o tom soberbo. Não sei se são os personagens - mulher linda super inteligente e professor universitário super inteligente - ou o quê... mas todo mundo parece muito soberbo em sua inteligência fora da média. E elitistas. E as mulheres são sempre deslumbrantes, alvos de todos os olhares. Ai, me erra.

Fortaleza Digital é, em suma, um livro que me deu muita preguiça de ler outros livros do autor.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Resenhas de bolso - 02 | A redoma de vidro (Sylvia Plath) e A metamorfose (Franz Kafka)

 Olá você! Hoje eu vim trazer a segunda edição da série Resenha de bolso! E dessa vez com dois livros que eu li em abril de 2018, mas que ainda ficaram gravadas na minha mente. Porque, de alguma forma, ambas falam sobre pessoas isoladas das pessoas ao redor delas.


3. Título: A redoma de vidro | Autora: Sylvia Plath | Tradução: Chico Mattoso | Editora: Biblioteca Azul



Narrado em primeira pessoa por Esther, uma jovem aspirante a escritora, que está passando por um período de depressão. A personagem narra a progressão da doença, desde os primeiros sinais de apatia, até os desejos suicídas. O leitor é levado a entrar na mente perturbada de Esther enquanto ela vê a vida passar, sem se interessar por nada: a chance de impulsionar sua carreira, romance, amizades.

Esther recebe a notícia de que não foi aceita em um curso de redação que pretendia fazer no verão e começa a se preocupar com seu futuro e com as opções destinas às mulheres: casamento, maternidade e empregos como secretárias... Ambiciosa, Esther questiona esses padrões e questiona sua capacidade de seguir um caminho diferente.

Não há muito espaço para respiro durante a leitura desse livro, pois ele narra basicamente a trajetória de alguém mergulhando na apatia, o que faz sentido com o título: uma redoma de vidro, onde não é possível respirar e de onde não é possível escapar.


4. Título: A metamorfose | Autor: Franz Kafka | Tradução: Modesto Carone | Editora: Companhia das letras


Um belo dia, Gregor Samsa acorda atrasado para o trabalho e sente que há algo diferente. Durante a noite, ele inexplicavelmente, se transformou em um inseto asqueroso. Em nenhum momento é descrito que tipo de inseto o jovem se transforma, ou se é um inseto propriamente dito, mas ele é com certeza, asqueroso. O autor não se preocupa em explicar porque isso aconteceu. Ao invés, ele decide focar no que acontece a seguir.

Gregor era um caxeiro viajante e seu trabalho era essencial para o sustento de sua família. No entanto, na presente situação, ele não pode mais trabalhar e ser útil. Ele se torna um fardo para a família que, além de ter que alimentá-lo, precisa achar outras formas de sustento. O problema é que mesmo seus parentes não são capazes de olhar para a criatura que Gregor se transformou e transitam entre o medo e o nojo, rejeitando o rapaz cada vez mais.

Não é um livro muito longo, possível de ser lido em um dia. Mas é tão triste e desesperançoso, que faz você se sentir mal. Ao longo da leitura eu pensei em várias situações que poderiam ter nessa história uma alegoria: uma pessoa que adoece ou que passa a ter uma deficiência; ou alguém cuja família não aceita a homossexualidade; eu não tenho certeza se o autor teve a intensão de discutir qualquer um desses assuntos, mas o livro me deixou pensando...


Por hoje é só. Vou deixar essas recomendações de leituras muito boas, mas pesadas. Leia quando se sentir bem. Talvez depois que a gente se livrar da pandemia... #FicaADica

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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Livros lidos

Olá leitores!! A proposta desse post é bem simples. É listar os livros lidos na vida até esse ano e a partir daí ir atualizando conforme as futuras leituras.



Então é melhor começar.

📚

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::: Ficção nacional/português :::
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

:: Homens ::

| 1 | A batalha do Apocalipse | Eduardo Spohr |
| 2 | Amor de perdição | Camilo Castelo Branco |
| 3 | A moreninha | Joaquim Manuel de Macedo |
| 4 | Gothan Sampa City | Eduardo Zugaib |
| 5 | Memórias de um sargento de milícias | Manuel Antonio de Almeida |
| 6 | Onze minutos | Paulo Coelho |
| 7 | O seminarista | Bernardo Guimarães |
| 8 | Os ratos | Dyonélio Machado |

: Eça de Queiroz :

| 1 | O crime do padre Amaro |
| 2 | O primo Basílio |

: José de Alencar :

| 1 | Cinco minutos |
| 2 | Lucíola |
| 3 | Senhora |

: Pedro Bandeira :

| 1 | A hora da verdade |
| 2 | A marca de uma lágrima |
| 3 | Descanse em paz, meu amor |
| 4 | O fantástico mistério de Feiurinha |
| 5 | Ritinha danadinha |

:: Mulheres ::

| 1 | A bolsa amarela | Lygia Bojunga |
| 2 | Pedro médio e Rita doce | Telma Guimarães |

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
::: Ficção internacional :::
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

:: Homens ::

| 1 | Amadiçoado | Joe Hill |
| 2 | A metamorfose | Franz Kafka |
| 3 | As vantagens de ser invisível | Stephen Chbosky |
| 4 | Battle Royale | Koushun Takami |
| 5 | Fahrenheit 451 | Ray Bradbury |
| 6 | Hellraiser | Clive Barker |
| 7 | O código Da Vinci | Dan Brown |
| 8 | O exorcista | William Peter Blatty |
| 9 | O lado bom da vida | Matthew Quick |
| 10 | O médico e o monstro | Robert Louis  Stevenson |
| 11 | O pequeno príncipe | Antoine de Saint-Exupéry |
| 12 | O planeta dos macacos | Pierre Boulle |
| 13 | Sonho febril | George R. R. Martin | NOVO

: George Orwell :

| 1 | 1984 |
| 2 | A revolução dos bichos |

: J. R. R. Tolkien :

| 1 | O hobbit |
| 2 | Os filhos de Hurin |

: John Green :

| 1 | A culpa é das estrelas |
| 2 | Cidades de papel |
| 3 | Quem é você, Alasca |

: Nicholas Sparks :

| 1 | Diário de uma paixão |
| 2 | Uma longa jornada |

: Stephen King :

| 1 | À espera de um milagre |
| 2 | Carrie, a estranha |
| 3 | It, a Coisa |
| 4 | Joyland |
| 5 | Os olhos do dragão |

:: Mulheres ::

| 1 | Amando o homem errado | Penny Jordan |
| 2 | Amor sem compromisso? | Janelle Denison |
| 3 | A redoma de vidro | Sylvia Plath |
| 4 | A resposta | Kathryn Stockett |
| 5 | As brumas de Avalon | Marion Zimmer Bradley |
| 6 | Brilho de esperança | Madeleine Ker |
| 7 | Caçada a um solteirão | Emma Richmond |
| 8 | Caminhos do perdão | Margaret Pargeter |
| 9 | Disarm | June Grey |
| 10 | E o vento levou | Margaret Mitchell |
| 11 | Morte súbita | J. K. Rowling |
| 12 | Mulherzinhas | Louisa May Alcott |
| 13 | Noiva de pedra | Joan Hohl |
| 14 | O morro dos ventos uivantes | Emily Brontë |

: Agatha Christie :

| 1 | Depois do funeral |
| 2 | Hora zero |
| 3 | Morte no Nilo |

: Jane Austen :

| 1 | Orgulho e preconceito |
| 2 | Persuasão |
| 3 | Razão e sensibilidade |

:: Outros ::

| 1 | Belas adormecidas | Owen King e Stephen King |
| 2 | O diário secreto de Lizzie Bennet | Bernie Su e Kate Rorick |
| 3 | O castelo assombrado: uma aventura em Londres | (Disney) |

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::: Série :::
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:: Terminadas ::

: As crônicas de Nárnia / C. S. Lewis :

| 1 | O sobrinho do mago |
| 2 | O Leão, a feiticeira e o guarda-roupas |
| 3 | O cavalo e seu menino |
| 4 | Príncipe Caspian |
| 5 | A viagem do Peregrino da alvorada |
| 6 | A cadeira de prata |
| 7 | A última batalha |

: Cinquenta tons / E. L. James :

| 1 | Cinquenta tons de cinza |
| 2 | Cinquenta tons mais escuros |
| 3 | Cinquenta tons de liberdade |

: Harry Potter (português)/ J. K. Rowling :

| 1 | A pedra filosofal |
| 2 | A câmara secreta |
| 3 | O prisioneiro de Azkaban |
| 4 | O cálice de fogo |
| 5 | A ordem da fênix |
| 6 | O enigma do príncipe |
| 7 | As relíquias da morte |

: O iluminado / Stephen King :

| 1 | O iluminado |
| 2 | Doutor Sono |

: Se eu ficar / Gayle Forman:

| 1 | Se eu ficar
| 2 | Para onde ela foi?

: Stricktly temporary / Ella Fox :

| 1 | Stricktly temporary - Volume 1 |
| 2 | Stricktly temporary - Volume 2 |

: The Hart Family / Ella Fox:

| 1 | Broken Hart |
| 2 | Shattered Hart |
| 3 | Loving Hart |
| 4 | Unbroken Hart |
| 5 | Missing Hart |
| 6 | Finding Hart |

: Trilogia Jogos Vorazes / Suzanne Collins :

| 1 | Jogos vorazes |
| 2 | Em chamas |
| 3 | A esperança |

:: Em andamento ::

: As crônicas de gelo e fogo / George R. R. Martin :

| 1 | A guerra dos tronos |
| 2 | A fúria dos reis |
| 3 | A tormenta de espadas |

: A Torre Negra / Stephen King :

| 1 | O pistoleiro |
| 2 | A escolha dos três |

: Crossfire / Sylvia Day :

| 1 | Toda sua |
| 2 | Profundamente sua |
| 3 | Para sempre sua |
| 4 | Somente sua |

: Harry Potter (english) / J. K. Rowling :

| 1 | The sorcerer's stone |
| 2 | The chamber of secrets |

: The Hunger Games Trilogy / Suzanne Collins :

| 1 | Hunger games |
| 2 | Catching fire |

:: Abandonadas ::

: Forever Black / Sandi Lynn :

| 1 | Forever Black |
| 2 | Forever you |
| 3 | Forever us |

: Gabriel / Sylvain Reynard :

| 1 | O inferno de Gabriel |
| 2 | O julgamento de Gabriel |

: Os Karas / Pedro Bandeira :

| 1 | A droga da obediência |
| 2 | Pântano de sangue |
| 3 | Anjo da morte |
| 4 | Droga do amor |
| 5 | Droga da obediência |

: Real, raw and ripped / Katy Evans :

| 1 | Real |
| 2 | Mine |
| 3 | Remy |

: The Renegade Saints / Ella Fox :

| 1 | Picture perfect |
| 2 | Twist of fate |
| 3 | Something to believe in |

: Trilogia Divergente / Veronica Roth :

| 1 | Divergente |
| 2 | Insurgente |

:: Primeiro livro ::

| 1 | A Saga Crepúsculo | Crepúsculo | Stephenie Meyer |
| 2 | As crônicas vampirescas | Entrevista com o vampiro | Anne Rice |
| 3 | Cormoram Strike | O chamado do Cuco | J. K. Rowling |
| 4 | Cretino irresistível | Christina Lauren |
| 5 | Filhos do Éden | Herdeiros de Atlântida | Eduardo Spohr |
| 6 | Luxúria | Eve Berlin |
| 7 | Maya Fox | A predestinada | Silvia Brena e Iginio Straffi |
| 8 | O talismã | Stephen King e Peter Straub |
| 9 | Simplesmente Ana | Marina Carvalho |
| 10 | Trilogia dos Mosqueteiros | Os três mosqueteiros | Alexandre Dumas |

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::: Não ficção :::
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| 1 | Eu sou Malala | Malala Yousafzai e Christina Lamb |
| 2 | O diário de Anne Frank | Anne Frank (org. Otto Frank) |
| 3 | Sobre a escrita | Stephen King |
| 4 | Stephen King, a biografia: Coração assombrado | Lisa Rogak |

:: Nacional ::

| 1 | Caso Escola Base: os abusos da imprensa | Alex Ribeiro |
| 2 | Com palmos medida: terra, trabalho e conflito na literatura brasileira | (org) Flávio Aguiar 
| 3 | Hades: homens que amam demais | Taty Ades |
| 4 | Todo dia a mesma noite | Daniela Arbex |


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::: Livro de contos :::
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| 1 | O homem do furo na mão e outras histórias | Ignácio de Loyola Brandão |
| 2 | Sombras da noite | Stephen King |

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::: Outros :::
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| 1 | Harry Potter e a criança amaldiçoada | J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany | Peça |
| 2 | Sejamos todos feministas | Chimamanda Ngozi Adichie | Discurso |
| 3 | Um país chamado Infância | Moacyr Scliar | Crônica |

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Total [ 156 ] - Atualizado em 16/05/2021

Infelizmente eu não tenho uma resenha para todos os livros lidos, mas pretendo escrever algumas, aos poucos. Caso queria, pode encontrar as resenhas nesse link.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Entrevista com o vampiro - Anne Rice

*Resenha de 26 de março de 2011*


Okay, eu me formei em jornalismo e com certeza essa não é uma entrevista que eu gostaria de fazer. Francamente, vampiros nunca me fascinaram e, embora esteja mais simpática a eles agora do que em qualquer outro momento da minha vida, continuo sem entender o fascínio genuído que esses seres derpertam nas pessoas. Mas, isso, pode ser assunto de outro post, sendo assim... Vamos em frente.


As crônicas vampirescas de Anne Rice não fazem parte da minha lista de livros de cabeceira, pois, para ser franca, esse foi o primeiro que li, depois de vários comentários da minha amiga Ana, fã desses livros, e do meu namorado, igualmente fã e "RPGista" de Vampiro, A Máscara!

Portanto, vou me prender ao livro e somente a ele.

Terminei este livro há algumas semanas e só agora percebo que deveria ter escrito sobre ele antes de esquecer detalhes importantes. Então, vou começar pelos personagens:

Louis - Francamente, no começo e durante boa parte do livro esse personagem me cansou um pouco. Eu sou uma pessoa dramática e reflexiva, e também passo muito tempo remoendo arrependimentos de algo que deveria ou não ter feito. Mas a minha vida é efêmera e, em algum momento, assim espero, morrerei e minhas culpas morrerão comigo.

Mas Louis tinha culpas, muitas, que vou tentar resumir: Louis amava o irmão e, depois de uma briga, o garoto morreu caindo da escada (ou algo assim); Louis aceitou ser transformado em vampiro por causa do encanto que Lestat exercia sobre ele, e depois se arrependeu terrivelmente; Louis, após ser abraçado (momento em que o humano é mordido e transformado em vampiro), arrependido, descobre que tem que morder outras pessoas para sobreviver sugando o sangue das vítimas (devia ter pensado nisso antes).

Entendo o sofrimento do personagem, a depressão a que se entregou após a morte do irmão, toda a culpa que sentia por não ter dado ao irmão, que queria ser padre (realmente irônico), aquilo que ele acreditava ser necessário para seguir seu caminho. Também entendo que, como vampiro, e tendo o coração bondoso, Louis se encontrasse em um dilema eterno, literalmente, pois matar para sobreviver parecia extremamente cruel! E é! Então, Louis decide sobreviver a base de animais, para que sua culpa não superasse sua humilhação.

Além disso, o fascínio que Lestat despertava no Louis humano não se refletiu no Louis vampiro, que via em Lestat toda a crueldade e futilidade a qual não queria se entregar.

Eu não teria me incomodado tanto com o Louis se não fosse ele quem narrasse a história. Ou seja, o tempo todo, Louis fala de culpa, de remorso, de angústia. Eu até gosto, confesso. E não acho que um livro sobre vampiros deva, em momento algum, permitir que a história se torne menos densa do que seria a vida imortal e amaldiçoada. Nesse ponto, o texto é impecável e eu o invejo.

No entanto, é um pouco cansativo ver o personagem ir e vir com a mesma forma de pensar. Mas é igualmente recompensador quando, quase no final, Louis resolve "virar homem", digo, vampiro, e fazer o que era preciso! Foi aí, no finalzinho de tudo, que o personagem me conquistou. Demorou, mas fiquei orgulhosa dele! E depois, repensei toda a história dele. O saldo, para minha surpresa, foi positivo!

Lestat - O segundo personagem mais interessante do livro. (Louis não é o primeiro, na verdade, para mim, é no máximo o terceiro). Confesso que fiquei como Louis, sempre me perguntando se Lestat tinha algo a esconder, se ele tinha motivos fortes para não permitir que Louis e Claudia saíssem de perto dele. E fiquei imaginando como aquele vampiro, que no começo desse livro ainda tinha o pai vivo, havia nascido para a vida imortal.

Ele tem uma personalidade interessante, não exatamente cativante, mas expansiva, algumas vezes repulsiva, sim, mas ele é um vampiro com orgulho de ser vampiro, com mente de vampiro e atitudes de uma pessoa não muito normal. Ao contrário de Louis que é um vampiro com vergonha de ser o que é, arrependido de tudo o que foi e é, e com mente de homem. Não dá muito certo, né? No fundo, é a isso que atribuo a tristeza profunda de Louis, por não se aceitar o que é, não aceitar aquilo que decidiu ser e por não ser capaz de "deixar de ser", ou seja, sair ao sol e morrer! Parece bem simples, mas seu desejo pela beleza da vida e das coisas humanas, impediu que o fizesse.

Lestat não é assim. A imortalidade é uma dádiva, que faz com que as questões sobre a existência de Deus, do diabo e dos pecados, se torne algo insignificante. Afinal, se não há morte, não há julgamento de espírito e, para quem tem a eternidade nas mãos, o que são as regras? A própria história da humanidade nos apresenta padrões de comportamento profundamente modificados. O que antes não era visto com bons olhos, hoje em dia faz parte do cotidiano. Para um vampiro, a linha entre o certo e o errado é ainda mais tênue.

Não posso dizer mais nada sobre Lestat, pois esse foi o único contato que tive com ele e por boa parte do livro ele esteve "fora". Daqui a pouco, volto a falar dele.

Claudia - Essa sim é a melhor personagem do livro. Para ser sincera, ela é uma personagem diferente daquelas que costumam entrar na minha lista de favoritas, mas tenho que admitir que uma criança-vampira, com mente de vampira, corpo de criança, e mente de mulher-vampira é extremamente interessante!!! Cláudia é dona de uma personalidade forte, mente aguçada e sedução incomum para uma "criança", mas não para uma vampira.

Claudia é mais uma razão para que Louis se tornasse tão pouco interessante para mim. Ela aceitou a condição de vampira, embora ser sempre criança tenha lhe dado profundas insatisfações. Mas é fato que, se não fosse por ela, Louis não se mexeria. Se não fosse por ela Louis teria ficado para sempre na proteção de Nova Orleans, e na ignorância do que realmente significa a vida de vampiro.

Mesmo a crueldade vampiresca de Claudia é fascinante! Louis devia ter aprendido com ela...

(Okay, no momento, sinto meus valores e preferências serem jogados no lixo, percebendo o quanto gostei dessa personagem!!! Queria vê-la em outros livros... Mas...)

Seguindo... Louis e Claudia percebem que não estão satisfeitos com a condição de vampiro, sendo apenas sugadores de sangue e ladrões de vida. Por isso, decidem se aventurar pelo mundo em busca de outros como eles. Encontram um vampiro em uma cidade da Europa que, mais tarde, descobrem ser diferente deles. O que não lembro de ter sido explicado em outro momento, a não ser por essa frase "são diferentes de nós".

Mais tarde, Louis e Claudia (sua "filha-amante", coisa de vampiro...), encontram vampiros verdadeiramente como eles e, mais uma vez, Louis se vê perdido em arrependimentos, mas sobre isso, não vou falar.

(Engraçado, também foi por causa da Cláudia que o Louis mudou, mas chega de pegar no pé dele!)
Anne Rice, a autora.

Achei interessante o modo como os vampiros, em algum momento, percebem que "não aguentam mais", percebendo que tudo o que conheciam em vida desapareceu da Terra e que não conseguem mais acompanhar as mudanças. A eternidade passa, então, a ser uma maldição e uma opção que não é mais atraente.

Me irritei com a falta de compreensão do repórter, mas isso tem mais a ver com minha opinião de que, se existissem vampiros, e se eu fosse atacada por um e transformada, eu prefiriria, sem pensar duas vezes, morrer na primeira oportunidade que tivesse. Mas isso é questão de opinião e sei que tem gente que considera a vida eterna uma ótima forma de acumular conhecimento. Mas, eu pergunto: Qual o sentido do conhecimento e da cultura, se você não os usa para alguma coisa? Nem que seja para passar à  diante. Se sua busca por conhecimento se limita a acumulá-lo e torná-lo exclusivo, então sim, é uma busca inútil. Porém, novamente a resposta para isso é questão de opinião e, se eu me prender a ela, sairei do assunto.

Considerações finais:
Entrevista com o vampiro entrou definitivamente para a minha lista de livros preferidos, o que eu pensei que isso nunca aconteceria com um livro sobre vampiros;
- Anne Rice, a autora das Crônicas vampirescas, converteu-se após a morte de sua filha e começou a escrever livros sobre Deus;
- A narrativa em primeira pessoa (independente da autora, é mais uma coisa da personalidade de Louis) é um pouco cansativa, mas depois de um tempo, você realmente entra na história e nem a personalidade introvertida de Louis incomoda mais;
- Gostaria de ler outros livros de Anne Rice, mas isso não será algo que colocarei na minha lista de prioridades.

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Eu resolvi resgatar essa resenha, escrita há 9 anos, só porque eu ainda amo esse livro. Eu gostaria de reler, mas... como eu disse antes, há outras coisas nas minhas prioridades agora. Mas vale a pena conferir.
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